A melhor de todas (12/06/07)
Felizmente a corrida do Texas este ano voltou a ser o que sempre foi: ótima! Depois de uma prova chata no ano passado, ela é por enquanto disparada a melhor da temporada. Disputada do início ao fim, prevaleceu a vitória do piloto mais forte, mas nem por isso a emoção esteve ausente.
A corrida já começou boa para nós brasileiros com a transmissão de Téo José. Nunca achei que iria ouvi-lo transmitindo uma corrida da IndyCar, mas sábado foi muito bom voltar a ouvir aquela voz familiar, que empolga, os famosos “quer por quer” e “não perde mais” (este último confesso que não sei se ele falou, porque a disputa na última volta foi tão emocionante que não consegui ouvir a televisão. Mas deve). Tem horas que a gente até fica na dúvida se a corrida ta tão boa mesmo ou se é a narração do Téo que faz parecer que ela está interessante. No Texas as duas coisas se confundiram, já que a emoção estava tanto na pista quanto na transmissão.
Sam Hornish Jr. mostrou a que veio mesmo antes da bandeira verde. Honestamente, achei que a largada não deveria ter valido, já que ele estava totalmente à frente de Scott Sharp mesmo antes de passar pela linha de largada. Mas tudo bem, a ultrapassagem era apenas uma questão de tempo mesmo. Hornish foi imbatível e, mesmo com toda a pressão de Tony Kanaan, eu não tive dúvidas de que a vitória já estava garantida. Afinal, o norte-americano domina a pista texana.
Se sábado foi o dia da Penske, não foi da Vision. O spotter de Marco Andretti novamente falhou (ou foi o piloto mesmo) e aquele toque em Tomas Scheckter foi uma infelicidade. Scheckter tem fama de ser um piloto que bate muito, mas nem sempre a culpa é dele, como aconteceu no Texas. Foi uma pena mesmo já que o sul-africano estava andando muito bem e tinha tudo para garantir o melhor resultado da temporada. Sou fã do piloto, apesar de considerá-lo um pouco doido. Sábado, foi ele que encontrou um doido no meio do caminho. Fico impressionada como a IndyCar não pune seus queridinhos... Para Andretti, a punição só veio na forma do câmbio quebrado. A sorte de Scheckter foi não ter ido para o muro, senão...
E o que foi aquele pneu solto na pista do carro de A.J. Foyt IV? As conseqüências daquele acidente poderiam ter sido desastrosas, mas felizmente ninguém se feriu. Quando vi vários carros batidos na pista, fiquei preocupada. E de uma tacada só tirou 3 dos 5 primeiros, quase levando junto Tony e Dario Franchitti também. Um verdadeiro strike.
Depois dessa corrida, fica até mais difícil ver as outras. O nível de exigência aumenta! Agora é esperar pela estreante Iowa para ver o que este novo circuito nos reserva.
Flávia Mayrink
Flávia Mayrink, 31 anos, mora no Rio de Janeiro. Começou escrevendo no site IndyBrasil, um dos poucos que cobria exclusivamente a Cart. Criou em 2002 o site SuperLicença com sua irmã Graciela, onde também é responsável pela IRL IndyCar Series. A coluna é publicada toda terça-feira após as corridas da categoria.
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