Um começo sem sal (01/04/08)
Eu sei que a coluna andou ausente enquanto muita coisa acontecia, mas ainda não havia decidido se ela iria continuar ou não este ano. Além de outros projetos, confesso que o fim da Champ Car contribuiu para esta incerteza. Mas resolvi levar por enquanto, vamos ver se ela segue até o final do ano.
Sobre a unificação, não há muito mais o que falar. Já passou da hora disso acontecer, é o mais sensato a se fazer, mas é uma pena que justamente a melhor categoria tenha desaparecido. Fazer o quê, Indianápolis é quem manda e quem está com ela, prevalece. Minha esperança é que a IndyCar um dia consiga chegar perto do que foi a CART. Se conseguir metade disso, já vou me dar por satisfeita.
Sobre a corrida em Homestead, há muito menos o que dizer. A prova foi boa nas voltas iniciais, enquanto tudo ainda estava confuso. Depois ficou chato, praticamente sem disputas, nem pela vitória. Os pilotos e equipes da Champ Car sofreram, como deve ser todo o ano, Penske, Ganassi e dois pilotos da AGR dominaram, como também deve ser todo o ano.
A vitória pode não ter sido a que muitos esperavam, mas não deixa de ser merecida. Scott Dixon e sua equipe fizeram um bom trabalho ao longo do fim de semana, o que resultou no que vimos sábado. Parabéns para eles e também para a direção de prova, que agiu corretamente ao dar bandeira preta para Tony Kanaan. Relargar com o carro daquele jeito seria uma total irresponsabilidade, afinal não havia a menor chance de brigar pela vitória. Nesta situação, ponto para Enrique Bernoldi/Conquest e Bruno Junqueira/Dale Coyne, que souberam recolher o carro quando eles apresentavam perigo não só para seus ocupantes, mas também para os adversários na pista.
E, para encerrar, não dá para não destacar o show de Dan Wheldon, que mostrou novamente porque é um dos melhores pilotos da categoria (na minha opinião, sem Sam Hornish Jr., o melhor). Nem um acidente no dia anterior e o final do grid foram capazes de segurar o inglês, que eu torço para que tenha melhor sorte este ano do que nos dois últimos. Merece sempre estar na briga pelo campeonato.
Flávia Mayrink
Flávia Mayrink, 32 anos, mora no Rio de Janeiro. Começou escrevendo no site IndyBrasil, um dos poucos que cobria exclusivamente a Cart. Criou em 2002 o site SuperLicença com sua irmã Graciela, onde também é responsável pela IRL IndyCar Series. A coluna é publicada toda terça-feira após as corridas da categoria.
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