Vitória para comemorar (09/04/08)
Primeiro peço desculpas pelo atraso da coluna, mas ontem foi um dia tumultuado.
Segundo, patriotismo à parte, eu amei o resultado do GP de St. Petersburg. Foi maravilhoso ver um piloto da Champ Car vencer uma corrida tão cedo na IndyCar, algo que acho que ninguém previa. Logo na segunda etapa, e justo na estréia desse piloto na categoria. Sei que Hélio Castroneves é brasileiro, mas no domingo eu confesso que torci para o norte-americano.
Graham Rahal não é nem de longe meu piloto favorito da Champ Car. Pelo contrário, nunca vi nada demais no menino, mas domingo eu queria muito que ele conseguisse chegar até o final em primeiro lugar. O que importava para mim era ver um piloto da Champ Car vencendo na IndyCar, e ainda na primeira prova em misto. Sem contar que corre pela equipe Newman/Haas/Lanigan, um nome tradicional da categoria que acaba, infelizmente, de vez na próxima semana.
Por falar em mistos, desde sexta-feira os pilotos da Champ Car mostraram que irão dar trabalho aos da IndyCar neste tipo de pista. Melhor impossível! Quero mais vitórias deles este ano, torcendo também para que Bruno Junqueira, nosso representante real da categoria, consiga pelo menos um pódio. Vencer seria perfeito, mas de Dale Coyne fica sempre mais difícil.
A corrida em St. Petersburg também foi boa para dar uma embolada no campeonato. Pilotos que foram mal em Homestead conseguiram terminar entre os 10 primeiros e deixar todo mundo muito próximo. Sei que ainda ta muito no início do ano, mas é bom não deixar ninguém escapar e, se continuar assim em mistos, vamos ter uma temporada como há muito tempo não víamos no automobilismo de monoposto norte-americano.
E para encerrar, quero deixar claro que quando falei que considero Dan Wheldon o melhor piloto da IndyCar, não incluí, obviamente, os da Champ Car. Não acreditava que eles pudessem brigar por vitórias este ano, não por não serem capazes (muito pelo contrário), mas sim porque achei que a fusão muito em cima da hora não iria lhes permitir isso. Ainda bem que eu estava errada.
Flávia Mayrink
Flávia Mayrink, 32 anos, mora no Rio de Janeiro. Começou escrevendo no site IndyBrasil, um dos poucos que cobria exclusivamente a Cart. Criou em 2002 o site SuperLicença com sua irmã Graciela, onde também é responsável pela IRL IndyCar Series. A coluna é publicada toda terça-feira após as corridas da categoria.
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