Vitória não desejada, mas merecida (28/05/08)
A vitória de Scott Dixon em Indianápolis não foi nem de longe o que nós, brasileiros, queríamos, mas não há como negar que foi um resultado justo. Tanto para o piloto quanto para a equipe.
A Ganassi dominou o mês de maio e era a equipe a ser batida. Se Dan Wheldon não tivesse enfrentado problemas no carro, provavelmente teríamos uma dobradinha vermelha-e-branca fácil. A dupla era a favorita, sem dúvidas. E Dixon, depois de um título e um vice, vinha batalhando pelas 500 Milhas. Não há como não dizer que foi merecido.
Além de entrar para o roll de vencedores em Indianápolis, Dixon ainda saiu da prova com a liderança do campeonato. E, fora isso, a seu favor na disputa pelo título há também o fato de que nos três últimos anos, o campeão foi quem venceu as 500 Milhas. Será que a história irá se repetir também em 2008? Torcemos para que não.
Uma pena foi ver Vitor Meira novamente bater na trave. O brasileiro segue como o piloto que mais largou e não venceu na IndyCar Series. Esperamos que isso acabe logo. A torcida para que ele vencesse no domingo era forte, mas visivelmente seu carro não tinha condições de superar Dixon. Pelo menos conseguiu segurar Marco Andretti, principalmente pelo fato do norte-americano também estar com um carro muito rápido.
Uma pena também os problemas enfrentados por Hélio Castroneves. Além de não poder brigar pela vitória, o piloto perdeu a liderança do campeonato. Mas ele e a Penske sabem como recuperar isso. Já passou da hora da dupla ser campeã junta.
Foi bom ver os outros brasileiros conseguindo completar a corrida. Na estréia na prova, Enrique Bernoldi e Mario Moraes fizeram bonito. A falta de sorte andou foi do lado de Bruno Junqueira, Tony Kanaan e Jaime Câmara. Abandono para os dois últimos, um retrovisor quebrado para o primeiro. Tudo bem, sempre tem o próximo ano.
De (muito) positivo destaco duas coisas, que ajudaram a corrida a não ser eterna: o fato de não ter chovido e o fato do nível do grid estar mais alto este ano. A fusão das duas categorias levou bons pilotos da Champ Car para as 500 Milhas, evitando que alguns "enche grid" se classificassem este ano. É claro que sempre tem um Marty Roth da vida, mas já é um grande progresso.
E a tendência é ficar cada vez melhor. Em 2009, acredito que teremos uma prova mais disputada ainda!
Flávia Mayrink
Flávia Mayrink, 32 anos, mora no Rio de Janeiro. Começou escrevendo no site IndyBrasil, um dos poucos que cobria exclusivamente a Cart. Criou em 2002 o site SuperLicença com sua irmã Graciela, onde também é responsável pela IRL IndyCar Series. A coluna é publicada toda terça-feira após as corridas da categoria.
irl@superlicenca.com.br