Uma boa corrida (10/06/08)
Vou ignorar o fato do GP do Texas ter terminado em bandeira amarela e dizer que a corrida foi muito boa. Disputas na pista, pilotos se dando mal e se recuperando (destaque para a dupla da Penske, que deu show no sábado), carros andando lado a lado – 3 até, graças à coragem (ou audácia) de Marco Andretti.
Também vou ignorar a confusão de Ryan Briscoe ao parar no box de Dan Wheldon no primeiro pit stop, pois o australiano merece elogios pela corrida no Texas. A confusão acabou sendo pior para ele mesmo (óbvio, além de prejudicar Wheldon), que teve que dar uma volta na pista, entrar novamente nos boxes para parar no lugar certo e depois cumprir um drive-through. Mesmo assim, se recuperou, evitou o muro e os outros carros e terminou em terceiro lugar. Ele tem tudo para ser um grande piloto, desde que comece a agir como tal.
Hélio Castroneves também não teve uma noite fácil. Mas às vezes assim é melhor, dá mais gosto de ver, principalmente por se tratar de brasileiro. Um excesso de velocidade nos boxes o obrigou a, como seu companheiro de equipe, cumprir um drive-through. E, também como Briscoe, fez uma bela prova de recuperação para terminar em segundo. Pena que à sua frente estava Scott Dixon, que deve estar cada vez mais sorrindo à toa. Continuo dizendo que Hélio precisa começar a vencer para poder brigar de igual pelo título.
Além da dupla da Penske, que realmente mereceu terminar em boas posições e marcar muitos pontos, dois outros pilotos se destacaram no sábado, pela boa pilotagem. Pena que foram justamente os que provocaram a última amarela da corrida. Andretti e Ryan Hunter-Reay andaram muito bem no Texas, graças a carros bem acertados e também às habilidades de cada um. Infelizmente, o toque acabou sendo inevitável e os dois foram parar no muro.
E claro, não dá para ignorar as 7 voltas lideradas por Bruno Junqueira. Tudo bem, foi por causa de estratégia diferenciada, uma aposta que não deu tão certo, mas foi muito bom ver o brasileiro da Champ Car na frente, de Dale Coyne. Só resta torcer para que no ano que vem Bruno consiga uma equipe melhor, para andar constantemente na frente, e não mais do meio para trás do pelotão.
Flávia Mayrink
Flávia Mayrink, 32 anos, mora no Rio de Janeiro. Começou escrevendo no site IndyBrasil, um dos poucos que cobria exclusivamente a Cart. Criou em 2002 o site SuperLicença com sua irmã Graciela, onde também é responsável pela IRL IndyCar Series. A coluna é publicada toda terça-feira após as corridas da categoria.
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