O segundo lugar foi bom demais para mim (19/07/04) Buscamos acertos para a prova durante os treinos e assim deixei para baixar os tempos no sábado. Mas a garoa que caiu em Interlagos atrapalhou todo mundo. Eu fiquei com o 18º tempo, o Cacá Bueno com o 15º, o Antônio Jorge Neto foi o 28º, Raul Boesel o 32º, o Ingo, que venceu a quinta etapa, foi o 20º e o Guto Negrão estava em 29º. Esse time todo com certeza iria buscar as primeiras colocações e eu, além de tentar ir para a frente, tinha que pensar nos pontos do Campeonato. Ou seja, correr muito, mas com cuidado. Eram 33 carros, todos com pilotos querendo melhorar de colocação. Na sexta-feira, eram 22 deles dentro do mesmo segundo. Isso mostra o estágio em que está a Stock Car V8 nacional.
Bom, hora da largada e olha a primeira confusão logo na reta. Entre reduções e desvios, fui para 21º, ou seja, minha corrida estava andando de marcha à ré... Mas consegui melhorar ao longo da primeira metade das 26 voltas - sim, a prova acabou com 50 minutos, no lugar das 27 voltas previstas. O carro estava ótimo e a garoa deixou alguns adversários fora do asfalto. Na oitava volta, eu estava em 14º, na 10ª eu era o oitavo colocado, na volta seguinte o quinto, no 12º giro ganhei mais uma posição, mais uma volta e uma subida para o terceiro posto e na 15ª estava em segundo, caçando o Cacá.
Cheguei a descontar quase um segundo e meio em cima dele durante três voltas, mas depois ele imprimiu um ritmo mais rápido e minha veloz aproximação estancou. No final, cheguei a apenas 0s726 do Cacá. Foi uma bela prova, que marcou a 100ª corrida da Stock Car no circuito paulista e 29 mil espectadores suportaram o frio intenso para assistir a uma disputa repleta de acidentes, rodadas e toques.
Não custa lembrar que fazer uma prova de recuperação numa corrida com tantos acidentes e incidentes é bastante complicado; além disso, precisava ficar de olho no tempo, pois ora garoava e o asfalto ficava escorregadio, ora secava e a gente ia virando cada vez mais rápido, conforme o piso secava.
Para efeito de Campeonato, perdi 5 pontos de vantagem para o Cacá, que subiu de 55 para 80 pontos e eu fui de 87 para 107, ou seja, larguei com 32 pontos à frente dele e terminei só com 27 pontos de folga. Não podemos esquecer que fizemos a sexta de um total de 12 etapas e agora, mais do que nunca, é hora de correr para a pontuação sem esquecer dos resultados, não só os meus, mas os dos outros também. Além do Cacá, precisamos pensar no Raul Boesel e no Antônio Jorge Neto, que estão muito regulares e têm respectivamente 66 e 63 pontos e muita experiência no automobilismo, sem desprezar os demais, muitos com passagens de sucesso pelo automobilismo europeu e norte-americano.
Mas todo esse trabalho valeu no momento em que subi ao pódio em segundo, um resultado muito bom em função das condições da prova. Agora é pensar na sétima etapa, dia 1 de agosto em Curitiba. Tarefa difícil tentar se manter em primeiro, mas vamos lá. Conto com sua ajuda e sua torcida.
Até lá! Giuliano Losacco
Giuliano Losacco, 27 anos, mora em São Paulo, e é o atual líder do Brasileiro de Stock Car V8, pela equipe RC Competições. Em 2003, ele foi o melhor estreante do ano, terminando o Campeonato em 8º. Giuliano tem passagens pela Stock Car Light (em 2002), Paulista de Velocidade, onde foi campeão em 2002, e o Brasileiro de Endurance.
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