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Beto Monteiro











Beto Monteiro, campeão da Fórmula Truck em 2004, falou com exclusividade ao SuperLicença.








SuperLicença - Como foi o início da sua carreira?

Beto Monteiro - Eu comecei no kart, em 89, fui campeão pernambucano em 95 e fui bicampeão Norte-Nordeste. Depois comecei a andar de turismo, correndo junto com meu pai, que também é piloto. Vim fazer uns testes em São Paulo de Fórmula Chevrolet e acabei sendo convidado para correr de Fórmula 3. Fiz uma temporada de Fórmula 3 na Itália, cheguei a ir para os Estados Unidos para andar na Barber Dodge, mas foi uma passagem rápida. Depois, voltei para o Brasil e comecei a correr de caminhão.

SL - O que levou você a correr na Fórmula Truck?
BM - Quando eu voltei para o Brasil, tinha poucos campeonatos aqui. Fiz uma temporada na Copa Corsa Metrocar e acabei sendo convidado, por conta de um amigo que sofreu um acidente, no final de 2000, para fazer as duas últimas etapas da Truck. Fiz as duas últimas etapas, tive um bom resultado e fui chamado pelo Aurélio (Batista Félix, presidente da Fórmula Truck), participei de 2001, na equipe Volvo, e, a partir de 2002, fui para a Ford, equipe que estou até hoje.

SL - Quais foram as maiores dificuldades que você enfrentou quando decidiu ser piloto?
BM - A falta de grana, que é a grande barreira de todos. E a distância de São Paulo, que é o centro do automobilismo brasileiro.

SL - Como foi ser campeão após uma temporada disputada e sem precisar contar com os pontos de Londrina?
BM - Foi gratificante. Foi uma demonstração, não para mim, mas para os outros, de que Deus é justo, de que faz as coisas certas. É aquele ditado: "o que é do homem, o bicho não come". Então foi muito gratificante.

SL - Qual a maior dificuldade na hora de guiar o caminhão na pista?
BM - Hoje, nenhuma, mas no começa era me adaptar ao peso e a velocidade. O caminhão chega muito rápido no final das retas e você precisa parar muito para poder fazer as curvas em uma velocidade muito baixa. Essa adaptação de velocidade-peso-distância foi o que precisei me adaptar.

SL - Qual a sua opinião sobre as punições e o sistema de detecção de excesso de fumaça nos caminhões?
BM - É algo que é válido e até importante para o evento, só que a medição é que às vezes tem um critério... Não é nem culpa dos comissários, porque, na verdade, é uma decisão difícil, mas deveria existir uma outra forma de avaliar isso, de medir isso, para que não haja nenhuma injustiça.

SL - Quais as suas expectativas para a temporada de 2005?
BM - A expectativa era boa, vindo de um campeonato disputado, apesar do início de temporada. Em Caruaru foi muito bom, apesar do acidente. Em Goiânia, na segunda etapa, vinha muito bem, apesar de não ter um equipamento muito bom, mas vínhamos bem, em sexto, antes de tomar a punição por excesso de fumaça, mas agora, estivemos essa semana (semana retrasada) treinando em Londrina, e o caminhão evoluiu bastante. Então, espero que, nesta etapa de São Paulo, a gente dê uma evoluída.

SL - Como é trabalhar com o Djalma Fogaça? Até que ponto ele ajudou na sua carreira?
BM - É muito bom trabalhar com ele porque ele é uma pessoa muito autêntica. Não mede esforços para o equipamento tanto dele quanto o meu, e dos outros pilotos que estão na equipe agora. Fora o aprendizado. Muita coisa que eu aprendi, nestes anos, de experiência de corrida, de analisar a corrida, de saber ser rápido na hora certa, de ser lento na hora que é necessário. Ele me ajudou bastante, aprendi muita coisa com ele. Foi muito importante para a minha carreira ter ele como parceiro.

SL - Você pensa em correr em outra categoria?
BM - Não. Eu já tive vários convites para ir para a Stock, eu acho que ela é uma grande categoria, mas eu tenho meu espaço na Fórmula Truck. É uma grande categoria tanto quanto a Stock. Não posso dizer que não venho (para a Stock), mas agora não é o momento.

SL - O que você faz momentos antes de uma corrida? Como é sua concentração?
BM - Eu não tenho muito uma concentração. Eu rezo, peço a Deus sabedoria e proteção para aquele momento e saio para tentar dar o melhor de mim.

SL - O que você gosta de fazer quando não está correndo?
BM - Correr (risos). Eu, o Valdeno Brito, o Fábio Carreira, vários pilotos, disputamos um campeonato virtual (de FIA GT) na internet. A gente se diverte bastante e, apesar de ser um campeonato virtual, na internet, é levado a sério, porque estimula a concentração durante a prova. É um simulador de corrida e, nós que somos pilotos aqui no Brasil, disputamos com outros pilotos na Europa, Estados Unidos. Fora isso, ando de kart, na semana passada (retrasada) andei de Fórmula Renault. Como agora estou passando mais tempo em São Paulo, eu pego meu tempo que não estou treinando no caminhão ou treinando fisicamente, para andar de carro ou de kart.

 

 
ENTREVISTA EXCLUSIVA

Oriol Servia, piloto da KV Racing na IndyCar Series


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