Robert Doornbos

Robert Doornbos, terceiro piloto da equipe Red Bull na Fórmula 1, falou com exclusividade ao SuperLicença.
SuperLicença - Como foi o início da sua carreira? Robert Doornbos - Em 1998, meu pai e eu fomos convidados para comparecer ao GP da Bélgica como convidados da Komatsu, um dos patrocinadores da Williams, já que meu pai era o importador oficial da Komatsu na Holanda. Depois de ter uma conversa rápida com Jacques Villeneuve, eu fiquei tão animado que decidi tentar um ano depois. Depois de testar alguns carros de Fórmula na Holanda e Bélgica, eu fui para o Reino Unido, para começar a correr na Opel Lotus UK Winter Series. Depois disso, Formula Ford, Formula 3 e F3000 vieram antes de eu entrar na F1, no final de 2004, como terceiro piloto da Jordan GP!
SL - Qual foi o melhor momento da sua carreira? RD - Acho que tenho que escolher dois momentos memoráveis. Um foi minha vitória na Fórmula 3000, em Spa-Francorchamps, em 2004, que me lançou na Fórmula 1, e outro foi, claro, minha corrida de estréia na Minardi, no GP da Alemanha, no ano passado.
SL - E o pior? RD - Meu pior momento? Por enquanto, perder a vaga de piloto no início de 2005 na Jordan/Midland, já que a equipe assinou com Narain (Karthikeyan) e Tiago (Monteiro)...
SL - Quais eram as principais diferenças entre os carros da Jordan e Minardi no ano passado? RD - Não havia muitas diferenças. O cockpit da Minardi era um pouco maior, e eu tenho 1,82m, então me sentia mais confortável. Com relação ao desempenho: tanto o motor Toyota quanto o Cosworth eram fortes, e ambas as equipes usavam Bridgestones. Eu estava muito feliz com ambos naquele momento!
SL - Você correu na F3000 e F3. Como essas categorias o ajudaram na Fórmula 1? RD - Na F3 Européia, mais de 30 pilotos competiam nos anos que eu estava lá, então você tem que forçar todo minuto que está sentado no carro. Se você perde 0,5 segundo, você pode facilmente cair 10, 15 posições na classificação, então isso me tornou um piloto maduro neste sentido. A F3000 era o irmão mais novo da F1, então isso me ajudou a conhecer todas as pistas e, ao mesmo tempo, competir com os melhores pilotos promissores. Vale lembrar que quatro dos cinco primeiros pilotos da F3000 em 2004 foram para a Fórmula 1 - (Vitantonio) Liuzzi, (Enrico) Toccacello, (Patrick) Friesacher e eu -, então este era um ambiente muito competitivo!
SL - Qual foi a sua primeira impressão sobre a equipe Red Bull? RD - Já na F3000, quando eu corri pela Arden, que era patrocinada pela Red Bull, eu conheci a família Red Bull, então estou muito feliz em trabalhar novamente com Christian Horner (chefe da equipe) e Tonio Liuzzi (piloto da Toro Rosso) este ano. Acho que a Red Bull não só é a equipe mais divertida da Fórmula 1, mas também eles têm grandes ambições, que foram enfatizadas quando eles contrataram Adrian Newey (diretor técnico) e adquiriram motores Ferrari!
SL - E o carro? RD - Eu dirigi a nova versão do carro de 2006, o RB2-02, esta semana (semana passada), em Barcelona, e ele parece competitivo!
SL - Qual a sua opinião sobre as mudanças no regulamento para este ano? RD - Primeiro, tive medo que pudéssemos perder muita potência por causa da mudança para os motores V8, mas eu, honestamente, tenho que admitir que estou gostando mais de dirigir agora! A influência dos pilotos será mais forte, então acho que mais ações na pista estarão garantidas.
SL - Você gostaria de correr nos Estados Unidos? Qual a sua opinião sobre a Fórmula Mundial e a IndyCar? RD - Até agora, eu nunca pensei bem nisso, já que estou completamente focado na Fórmula 1 e desejo uma longa carreira nesta categoria. Mas a Fórmula Mundial e a IndyCar melhoraram muito nos últimos anos. Talvez em um futuro estágio da minha carreira...
SL - O que você gosta de fazer quando não está correndo? RD - No inverno, eu gosto de fazer snowboarding, mas nos dois últimos invernos, eu não fiz nada de espetacular, já que não queria me machucar com todos os testes em vista. Quando a temperatura abaixa, eu gosto de jogar golf, andar de bicicleta e nadar para me manter em forma.
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