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Jay Howard









Jay Howard, campeão da IRL Indy Pro Series em 2006 e piloto da equipe Sam Schmidt, falou com exclusividade ao SuperLicença.







SuperLicença - Como foi o início da sua carreira?
Jay Howard - Meu pai me levou ao kart quando eu tinha 7 anos de idade. Fui atraído deste ponto em diante!

SL - Quais foram as dificuldades que você enfrentou no começo?
JH - No começo, não foi muito difícil, tudo era brincadeira. Então, quando eu fiz minha primeira corrida, eu venci. Começou a ficar cada vez mais sério à medida que os anos foram passando. Dinheiro sempre foi o maior obstáculo. Automobilismo é caro, mesmo no nível do kart.

SL - O que você faz antes de uma corrida?
JH - Bebo Gatorade, tento me manter o mais hidratado possível. Gosto de entrar pelo lado direito do carro, não sei porquê. Se eu me lembro do meu ipod, eu gosto de ouvir uma certa música antes também.

SL - O que você gosta de fazer quando não está competindo?
JH - Andar de kart, treinar com meu preparador físico Tim Drudge no centro de St. Vincents Sports Theorpy, em Indianápolis, e, no geral, qualquer esporte.

SL - Qual o seu ídolo no automobilismo?
JH - Ayrton Senna, ninguém mais chega perto. Michael (Schumacher) quem? Eu carrego o logo do Ayrton na frente do meu capacete como sinal de respeito, e sempre farei isso.

SL - Qual a sua pista favorita?
JH - Isso é difícil. Tenho que dizer que o GP de St. Petersburg foi o melhor para mim, uma pista fantástica. Eu morava cerca de 5 milhas (8 quilômetros) da pista na ocasião. O clima era incrível! Foi minha primeira corrida em circuito de rua também, então um fim de semana especial para mim, mesmo eu não tendo vencido. Algo na Flórida em abril, com o céu azul limpo todos os dias, faz a diferença também!

SL - Qual foi o momento mais importante da sua carreira?
JH - É difícil apontar algo. O mais importante foi assinar um contrato com a Sam Schmidt, mas a razão pela qual isso aconteceu é por causa do meu currículo. Talvez o ponto da virada, onde a oportunidade chegou com o Sam, foi quando eu quebrei os recordes do Dan Wheldon na USF2000: mais vitórias e mais vitórias consecutivas em uma temporada.

SL - Como foi conquistar o título da Indy Pro Series no seu primeiro ano na categoria?
JH - Foi, obviamente, um ano fantástico e um grande sentimento. Para ser honesto, eu esperava chegar na categoria e vencer. Corri contra todos os outros pilotos nas categorias anteriores e os superei. Eu também estava com a Sam Schmidt Motorsports, que é uma boa equipe. Não venci tantas corridas quanto esperava, houve vários problemas durante o ano que me impediram de acumular mais vitórias. Mas não há necessidade disso, o objetivo principal era o campeonato e consegui!

SL - Por que você decidiu ir para os Estados Unidos? Alguém teve influência na sua decisão?
JH - Foi tudo por minha conta, eu estava desesperado para vir para os Estados Unidos há anos. Queria vir para cá porque parece que as pessoas aqui são mais interessadas na sua habilidade como piloto, não tanto com políticas. Sempre haverá política em todos os lugares que você for, mas no Reino Unido é uma piada, para ser honesto.

SL - Não houve nenhum campeão da Indy Pro Series competindo na IndyCar este ano. Você acredita que a IRL (liga que controla as duas categorias) poderia dar mais apoio aos campeões da Indy Pro?
JH - Com certeza. Deveria haver uma categoria de acesso para a IndyCar. A IRL precisa garantir que é exatamente isso o que acontece, e pelo menos o campeão deveria conseguir uma vaga.

SL - A IndyCar é o seu objetivo ou você pretende ir para outra categoria? Você considera também a Fórmula Mundial?
JH - Eu diria na IndyCar, mas se ninguém me der uma chance, vou ter que ir para outro lugar, por exemplo, a Fórmula Mundial.

SL - Quais são os seus planos para a próxima temporada?
JH - Você sabe tanto quanto eu no momento. Tenho testes marcados na Fórmula Mundial e na IndyCar, mas só isso.

 

 
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