Will Power

Will Power, piloto da Team Australia da Fórmula Mundial, falou com exclusividade ao SuperLicença.
SuperLicença - Como você começou sua carreira? Will Power - Meu pai correu na Fórmula 2 na Austrália e na Fórmula 3, e ele me levou para o kart e assim por diante.
SL - Qual a importância de ter sido o "Rookie of the Year" (novato do ano) na temporada passada? WP - Acho que foi um objetivo que estabelecemos no início do ano, e queríamos terminar toda corrida e conseguir o máximo de milhas possíveis no carro, para atacar este ano e brigar pelo título. Pode-se dizer que foi importante, mas também foi bom para ganhar muita experiência, mesmo não tendo vencido nenhuma corrida.
SL - Como você analisa sua segunda temporada na Fórmula Mundial, já que você é um dos candidatos ao título? WP - Começou de maneira absolutamente perfeita, conseguindo a pole e a vitória na corrida (de abertura). Mas tivemos umas duas corridas desapontantes, especialmente como a de Cleveland, onde teríamos vencido se não fosse uma bandeira amarela no final. Até agora, com relação ao campeonato para todos, acho que tem sido uma mistura, especialmente com a maneira que o clima tem estado em algumas provas, e um novo carro e tal, porque todos estão bem com relação à confiabilidade. Mas estamos lá, vamos continuar tentando terminar o mais à frente que pudermos e vencer o máximo de corridas que pudermos, e continuar marcando pontos.
SL - Como você vê as mudanças na categoria este ano, como o novo carro, largadas paradas e o retorno a Europa? WP - Acho que o novo carro foi uma coisa muito boa que a Fórmula Mundial fez, e muito bom para a categoria porque está tudo apertado. Quero dizer, a classificação é sempre disputada. É sempre uma briga entre os dez primeiros. Foi um bom passo que a Fórmula Mundial deu. Acho que as largadas paradas também foram um passo muito bom, é muito melhor ver os carros saindo de uma largada parada do que lançada. Acho que a Fórmula Mundial está indo na direção certa com novas corridas na Europa. Espero que isso continue no próximo ano e que eles continuem adicionando novas pistas e ficando cada vez mais fortes.
SL - Você correu na World Series antes de ir para a Fórmula Mundial. Como isso lhe ajudou? WP - Acho a World Series muito boa porque os carros têm muita pressão aerodinâmica. Eles têm boa potência e a competição é muito forte. Eu corri contra caras como (Robert) Kubica e Markus Winkelhock. E meu companheiro de equipe era Andy Zuber. O World Series é um carro muito bom para todos que estão tentando ir para a Fórmula 1, Fórmula Mundial ou IndyCar. É uma categoria de base muito boa e posso ver agora porquê está se tornando cada vez mais importante para os pilotos.
SL - Como ex-piloto da World Series, por que você a considera tão importante para atrair bons pilotos? WP - Eu consigo ver porque ela é um passo importante. O carro é muito similar de guiar a um Fórmula 1 ou um Fórmula Mundial. E a competição é também muito apertada. E esta é a combinação que você precisa em qualquer categoria de base.
SL - Você gostaria de competir na Fórmula 1? WP - Sim, quero dizer, todos gostariam de correr na Fórmula 1 em um momento das suas carreiras. Na verdade, a maioria gostaria de correr durante toda a sua carreira. Sim, é algo que eu penso. Obviamente, estou ocupado no que estou fazendo no momento, e a equipe com a qual estou tem a opção de me ter pelo próximo ano, então não busquei isso ainda. Acho que é muito difícil voltar quando você está fora do cenário da Europa, mas não é impossível, porque estou muito certo de que Sebastien Bourdais estará lá no próximo ano. SL - Como é correr para uma equipe que tem o nome do seu país? WP - É bom! Você sabe, é ótimo representar seu país, especialmente quando você está indo bem. Isso é sempre positivo. É também muito bom na minha corrida em casa, na Austrália. Você está dirigindo com as cores esportivas da Austrália, o verde e o dourado, e sempre voando com a bandeira australiana. Há sempre muita expectativa na corrida de Surfer's Paradise para que eu vença. Quase consegui no ano passado. Então posso dizer que tenho orgulho de dirigir com as cores do meu país, muito orgulho.
SL - Como é seu relacionamento com seu companheiro de equipe? WP - Ele é um bom companheiro de equipe, é rápido. Quero dizer, o que você busca em um bom companheiro de equipe é que ele seja rápido. De preferência não mais rápido que você. Você pode usar seus dados. É um relacionamento competitivo normal de companheiros de equipe. Obviamente, você sempre tenta superá-lo.
SL - Qual foi o momento mais importante da sua carreira? WP - Provavelmente o mais importante foi quando eu decidi deixar a Austrália e correr na Fórmula 3 Inglesa. Acho que esta foi a chave para chegar onde estou agora. Se não tivesse feito isso, provavelmente ainda estaria na Austrália correndo na V8 Supercars ou, quem sabe, talvez nem correndo mais. Foi um passo duro e a competitividade era muito difícil lá. Quando entrei lá, a competição foi um grande passo à frente também.
SL - Quem é seu ídolo? WP - Você tem que admitir que Michael Schumacher é o piloto ideal em todo tipo de maneira: politicamente, com talento, tudo, e ele construiu a equipe em torno dele e venceu 7 títulos na Fórmula 1, o que o transforma no piloto perfeito.
SL - O que você gosta de fazer quando não está correndo? WP - Acho que a pré-temporada é o momento que você pode fazer muitos exercícios e se preparar fisicamente, porque durante a temporada, especialmente com a Fórmula Mundial tendo muitos compromissos este ano, você não tem descanso. Então o pouco tempo que você tem, você tenta fazer tudo o que é possível, e você também tenta se manter bem fisicamente, então não sobra muito tempo fora da pista.
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