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Scott Dixon

Por Flávia Mayrink








Scott Dixon, pole position e vencedor das 500 Milhas de Indianápolis de 2008, falou com exclusividade ao SuperLicença.







SuperLicença - Como você começou a correr?
Scott Dixon - Como muitos outros pilotos, comecei minha carreira no kart e tive sorte suficiente para conquistar dois campeonatos na Fórmula Vee Neozelandesa. Após correr na Austrália e Nova Zelândia, onde venci um campeonato na classe I da Fórmula Ford Series e um prêmio de "Rookie of the Year" (novato do ano) na Fórmula Holden Australiana, me mudei para a Dayton Indy Lights nos Estados Unidos. Minha equipe e eu vencemos o campeonato em 2000, pela PacWest Racing. Isso me levou para onde estou agora, no automobilismo de monoposto norte-americano da CART, antes de me mudar para a IndyCar Series, em 2003.

SL - Como foi ser campeão da IndyCar Series no seu primeiro ano na categoria?
SD - Foi ótimo. Você acaba esperando que isso aconteça pelo resto da sua carreira. Infelizmente, sofremos um pouco em 2004 e 2005, mas estamos de volta onde precisamos estar.

SL - Como você analisa o início da temporada, com a IndyCar e a Champ Car finalmente correndo juntas?
SD - Acho isso ótimo para o esporte. O grid estará maior e a competição ótima. Isso também elimina qualquer confusão sobre o automobilismo de monoposto norte-americano. Há apenas uma categoria agora.

SL - Após St. Petersburg, você acredita que será mais difícil vencer uma corrida em circuito misto ou de rua este ano?
SD - Com a adição de todas as equipes da Champ Car, o grid está mais disputado. Onde costumava ter seis ou sete que poderiam vencer uma corrida em circuito misto, agora há mais ou menos 12, 15, que podem vencer.

SL - Na sua opinião, o que a Ganassi precisa fazer para vencer o título deste ano, após perdê-lo nas duas últimas temporadas?
SD - Acho que é uma questão de sermos consistentes. Acho que se tanto Dan (Wheldon, seu companheiro de equipe) quanto eu permanecermos consistentes, isso irá nos ajudar. Você sabe que acontecerão coisas imprevisíveis, mas sei que temos carros para vencer agora, só precisamos de um pouco de sorte e, como eu disse, permanecermos consistentes.

SL - Se você pudesse escolher, o que você preferia vencer: as 500 Milhas de Indianápolis, onde larga na pole este ano, ou o campeonato?
SD - Eu diria que as 500 Milhas de Indianápolis, pois já venci um campeonato. As 500 Milhas são a maior corrida do mundo, que todo piloto sonha em vencer. Não tem como ser melhor que isso.

SL - Como um antigo campeão da Indy Lights, você está feliz em ver este nome novamente em uma categoria?
SD - Acho ótimo mudar o nome para Firestone Indy Lights. Acho que há uma força maior de marca neste nome e que ela vai voltar a ser o que foi um dia.

Sl -  Você testou um carro de Fórmula 1 com a Williams. Você ainda tem vontade de correr na categoria?
SD - Eu gosto muito do que estou fazendo agora e, por enquanto, vou continuar fazendo isso. Chip (Ganassi, dono da equipe) tem sido um ótimo chefe. Ele dá a você o que é preciso para vencer e, então, deixa você ir para a pista e conseguir isso. Além disso, a Target é um ótimo patrocinador que não me vejo largando. A vida está boa por enquanto.

SL - Como é seu relacionamento com seu companheiro de equipe?
SD - Dan e eu temos um relacionamento ótimo. Somos pessoas completamente diferentes, o que acho ótimo. As coisas que ele gosta de fazer nem sempre são as que eu gosto, mas isso acaba fazendo com que compreendamos as fraquezas e as forças um do outro.

SL - O que você gosta de fazer quando não está correndo?
SD - Gosto de treinar para triatlos, que é minha paixão a algum tempo, apesar de meu treinamento não ter ido bem no ano passado. Mas minha outra nova paixão, fora minha nova esposa Emma, é que eu consegui minha licença de piloto e adoro voar. Levo a Emma no avião comigo algumas vezes, o que é muito legal.

 

 
ENTREVISTA EXCLUSIVA

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