Fórmula 1     IndyCar  Fórmula GP2   
 World Series     A1 GP
Entrevistas          Fórum          Chat          Promoção           Colunas          Matérias Especiais
Comunidade Orkut Soloformula1 P�gina principal Contato
Agenda da Semana

13/09 - Fórmula GP2
Monza, Itália
11h00 - SporTV
14/09 - Fórmula GP2
Monza, Itália
05h30 - SporTV
14/09 - Fórmula 1
Monza, Itália
09h00 - Globo

Automobilismo na TV
Mailing List

Parceiros

Venda de produtos da marca MOMO
 

Ingo Hoffmann



Ingo Hoffmann assumiu a liderança do Campeonato da Stock Car V8 na última etapa e busca seu décimo segundo título na categoria, no final deste mês.


Muito atencioso, o piloto falou com exclusividade ao SuperLicença.


SuperLicença - Como foi o início da sua carreira?
Ingo Hoffmann - Eu iniciei minha carreira em 1972, diretamente no automobilismo, pois como não tive autorização dos meus pais para correr de kart, tive que esperar até tirar minha carteira de habilitação para , aí sim , poder iniciar minha carreira, que foi com um VW 1600 em um torneiro para pilotos estreantes e novatos que se chamava "festival do ronco".

SL - Quais foram as maiores dificuldades que você enfrentou quando começou a correr?
IH - A primeira dificuldade que tive, foi convencer os meus pais e me deixarem correr. Uma vez que consegui a concordância deles, logicamente a dificuldade passou a ser o patrocínio.

SL - Que conselho você daria para os jovens pilotos que estão começando agora?
IH - Esse negócio de conselho é muito relativo, mas o que sempre costumo dizer é que primeiramente cada um tem que seguir o seu sonho, mas ao mesmo tempo digo que as dificuldades dificuldades são enormes em uma profissão como a nossa. Tento mostrar que para se iniciar em uma carreira como esta, tem que Ter muita grana.

SL - O que representou para você ser escolhido como "Piloto do Século" pela Revista Racing?
IH - Creio que foi sem sombra de duvidas o maior prêmio que recebi, pois foi feito através de votação dos leitores, e isto significa que "Graças a Deus" o meu trabalho tem sido visto e reconhecido pôr todos que votaram em mim.

SL - Qual foi a sensação de seu primeiro treino com o F-1 Copersucar?
IH - Já foi há tanto tempo, mas com certeza esta é uma daquelas coisas que um piloto nunca esquece. Foi no final de temporada de 1975, e o Wilsinho tinha me dito que o teste iria acontecer, e seria bom eu para Ter um pouco de experiência em carros mais forte, alugar um carro da formula 5000 para fazer uns teste e umas corridas. E foi o que fiz. Qdo pilotei um F1 pela primeira vez em Silverstone, de início o Jo Ramirez me pediu para não passar de 9000 RPM. Após algumas voltas nesta rotação, voltei ao boxes para eles saberem como estava me sentindo no carro, e me disseram que já tinha virado mais rápido que eu costumava virar na F3. Aí me liberaram para andar forte. Não tive problemas nenhum para me acostumar com o carro, e no final do dia estava fazendo tempos muito competitivos. Pôr causa destes tempos rápidos que fiz, me convidaram para outro teste na semana seguinte, e nesta vez o Emerson estava lá para ver como eu andava. Novamente andei muito rápido, e consegui em tempo que me daria no GP de Inglaterra daquele ano a 16ª posição no grid.

SL - Como é correr no velho traçado de Nurburgring?
IH - Para mim o velho Nurburgring é disparado, a melhor e mais seletiva pista do mundo. São 27 kms. Cada volta tem 172 curvas, com subidas, descidas, curvas MUITO rápidas, curvas cegas, enfim tudo o que separa uma criança de um adulto.

SL - Como é guiar no rally e quais as principais diferenças entre Endurance, Rally, Turismo e Monoposto Top?
IH - As diferenças de pilotagem entre Rallye, Turismo, e Monoposto, são bastante grandes. No Rallye voce tem que realmente "guiar" o carro, ou seja, você anda muito tempo de lado, o piso muda com muita frequência, a aderência idem, e o piloto tem que acreditar piamente no navegador. Nos carros turismo, vc tem que guiar muito "limpo" o tempo todo, ou seja, cada atravessada que vc dá, vc perde alguns décimos de segundo. Nos fórmulas também tem que se Ter uma guiada "limpa", porem o limite é mais alto que o limite de um carro turismo.

SL - Para você, tecnologias, como o shift-power (controle de tração para um carro de corrida), diminuem realmente o trabalho do piloto?
IH - O power-shift é a troca de marchas sequencialmente, sem o uso da embreagem e sem tirar o pé do acelerador, ajuda muito na pilotagem, o tempo de volta é melhor, mas o mais importante é que não se erra mais as marchas, o que acaba implicando em custos menores, pois se economiza mais as caixas de câmbio e o motor. O controle de tração realmente diminui e muito o trabalho do piloto, e sou contra o uso dele.

SL - Para você, o fato do piloto Christian Fittipaldi estar indo para a NASCAR em 2003 pode abrir portas para os pilotos da Stock Car brasileira?
IH - Talvez , mas não creio que isto vá acontecer, pois é uma categoria muito fechada.

SL - O que podemos esperar de diferente no ano que vem na Stock Car em relação às equipes e aos favoritos?
IH - Em relação as equipes, creio que a tendência de todas seja melhorarem mais a performace dos seus carros. Em relação aos favoritos, com certeza vão ser os mesmos deste ano, ou seja o Chico, Caca, Paulão, Beto, David, Antonio Jorge, e muitos outros que se tiverem um carro bom, podem dar muito trabalho.

SL - Você percebe alguma diferença entre a Stock Car atual e a Stock Car de quando você começou?
IH - As diferenças são ENORMES logicamente. Creio que não se pode nem começar a fazer uma comparação, mas isto é natural em função da evolução.

SL - Como você analisaria a temporada 2002 da Stock Car, onde tanto a V8 e a Light estiveram competitivas durante todo o ano, deixando as decisões para a última etapa?
IH - Deve-se ao fato de termos muitos pilotos muito bons, em equipes muito boas, e creio que no ano que vem seja mais competitivo ainda.

SL - Como você vê o fato de você e o Chico Serra, que são pilotos experientes, terem sido ameaçados por babyssauros na luta pelo título da Stock Car 2002?
IH - Isto é totalmente natural em qualquer profissão. Acho que isto é muito bom para o esporte como um todo, pois no automobilismo estávamos precisando desta renovação, que deve-se muito ao fato da Stock Car atual estar muito boa e em função disto muitos pilotos tem condições de permanecer no automobilismo brasileiro.

SL - Na etapa de Londrina, seus principais rivais pelo título (Chico Serra e Beto Giorgi) não pontuaram e você saiu na liderança. Qual fator você considera ter sido decisivo nesta prova?
IH - Eu só posso falar pôr mim. Nosso carro esta muito bom, tendo tido boas performances em praticamente em todas as provas. Em Londrina a minha maior preocupação era chegar na frente do Chico e do Beto, e não deixar o Caca descontar muitos pontos de mim. E foi justamente o que consegui.

SL – Você acredita que o sistema de pontuação da Stock Car, onde até o 15º pontua e o primeiro recebe 25 pontos, foi decisivo para lhe deixar em uma posição confortável em relação ao título?
IH - De maneira nenhuma. Com QUALQUER tipo de pontuação eu estaria nesta posição.

SL – Agora que você está com uma relativa folga em relação aos seus rivais pelo título, qual será sua estratégia para a última etapa da Stock Car, em São Paulo?
IH - Chegar no final da corrida.

 

 
ENTREVISTA EXCLUSIVA

Giorgio Pantano, atual líder da Fórmula GP2


ANIVERSARIANTES DO MÊS

04 – Fabio Carbone
13 – Kamui Kobayashi
18 – Vitaly Petrov
21 – Tomas Scheckter
24 – Ryan Briscoe

APOIO





© 2007 Copyright - Todos os direitos reservados
O conteúdo deste site não pode ser reproduzido sem autorização prévia.

Powered by NetPublish CMS