Fórmula 1     IndyCar  Fórmula GP2   
 World Series     A1 GP
Entrevistas          Fórum          Chat          Promoção           Colunas          Matérias Especiais
Comunidade Orkut Soloformula1 P�gina principal Contato
Agenda da Semana

12/10 - Fórmula 1
Fuji, Japão
02h30 - Globo

Automobilismo na TV
Mailing List

Parceiros

Venda de produtos da marca MOMO
 

Christian Fittipaldi



Christian Fittipaldi terminou a temporada 2002 da CART em 5º lugar. No próximo ano, o piloto está de mudança para a NASCAR, principal categoria do automobilismo norte-americano.



Muito atencioso, o piloto falou com exclusividade ao SuperLicença.



SuperLicença - Como é carregar um sobrenome tão tradicional no automobilismo mundial? Você sente, ou já sentiu, alguma pressão por causa disso?
Christian Fittipaldi - Sem dúvida existe uma cobrança e uma expectativa muito grande, mas como eu cobro muito de mim mesmo isto não chega a ser um problema.

SL - Quais foram as maiores dificuldades que você enfrentou quando mudou para a CART?
CF - Foi sem dúvida a adaptação aos carros mais pesados e ao fato de eu não conhecer pistas ovais.

SL - Você conquistou uma vitória em uma corrida importante, como as 500 Milhas de Fontana, em uma pista difícil como Elkhart Lake e chegou em segundo lugar nas tradicionais 500 Milhas de Indianápolis. Em que sentido estas conquistas foram importantes para você?
CF - Indianápolis foi muito importante por ser durante o meu primeiro ano na categoria e minha primeira participação num superspeedway. Elkhart Lake se destaca muito na minha memória porque foi a minha primeira vitória na categoria. Fontana foi importante por ter sido a minha primeira vitória num superspeedway e a primeira da equipe em vários anos.

SL - Apesar de não ter tido um final como esperava no GP da Cidade do México, você conseguiu fazer uma boa corrida, depois de largar em segundo e se manter na frente praticamente a prova inteira. Depois de oito anos na CART, sete pela Newman/Haas, como você se sente agora que não irá mais correr lá?
CF - A minha última corrida pela Newman/Haas foi uma excelente síntese da minha carreira naquela equipe. Veja bem, andei a corrida toda em segundo lugar quando, no último pit stop, entrei em segundo e sai em nono, para depois abandonar com uma quebra no motor. Enquanto isso, o Cristiano (da Matta), que vinha até então fazendo uma corrida apenas regular, entrou no pit em nono e saiu em segundo, aonde terminou a corrida. Pegue por exemplo a temporada de 1999, nas corridas que participei fiz mais pontos por corrida do que o (Juan Pablo) Montoya, que foi campeão. Porém, perdi cinco corridas devido a um acidente sofrido testando em St. Louis. Para falar a verdade, fiquei decepcionado durante este último ano com a Newman/Haas. O Cristiano, sem dúvida nenhuma, esteve muito rápido durante o começo da temporada e fez por merecer uma atenção especial dentro da equipe. Porém, mesmo depois de já ter conquistado o título, continuou contando com coisas do tipo, motor de classificação (que eu não tinha). Na minha cabeça, teria feito muito mais sentido, depois da corrida de Miami, a equipe se empenhar para que eu chegasse em segundo no campeonato. Infelizmente, eles continuaram priorizando o Cristiano a fim de conquistar mais vitórias e bater recordes, o que também não aconteceu. Se você simplesmente somar os pontos que perdi por falha banal de pit ao longo do campeonato, teria ficado com o vice-campeonato com folga.

SL - Os pilotos brasileiros estão tendo um grande desempenho este ano nos Estados Unidos, tanto na CART quanto na IRL. Você sente alguma forma de preconceito ou até mesmo um pouco de inveja vinda dos outros pilotos?
CF - Preconceito não. Sinto que eles respeitam nossa habilidade, mas como qualquer outro piloto, sempre procuram vencer.

SL - Assim como seu tio fez há alguns anos atrás, você está sendo o primeiro brasileiro, neste caso até o primeiro estrangeiro, a correr em uma categoria muito popular nos Estados Unidos. Como você se sente sendo mais um Fittipaldi a abrir caminho para outros pilotos?
CF - Hoje a NASCAR é, disparada, a categoria mais popular nos EUA, inclusive, para você ter uma idéia, algumas semanas atrás no mesmo domingo tiveram corridas de CART, IRL, Fórmula 1 e NASCAR. Todas foram televisionadas nos EUA e a audiência da corrida da NASCAR foi mais do que o dobro das outras três somadas. É claro que o estilo de pilotagem e tipo de carro são totalmente diferentes, porém acredito que, com o tempo, mais pilotos brasileiros perceberão e conhecerão o tamanho desta categoria. Se eu puder ajudar neste processo de divulgação da categoria, acho que estarei fazendo bem para as próximas gerações de pilotos brasileiros, assim como meu tio fez para a nossa.

SL - Você vai começar uma nova fase na sua carreira a partir do próximo ano. Como você analisa tudo o que passou até agora?
CF - Considero a minha carreira um sucesso. Acho que o povo brasileiro teve o privilegio de ter tido os pilotos como o Emerson (Fittipaldi), (Nelson) Piquet, e (Ayrton) Senna o que, de uma certa forma os deixou com expectativas muito altas. O brasileiro se acostumou a sempre ter um piloto como campeão do mundo. Não podemos esquecer que todos os dias existem centenas de milhares de garotos no mundo inteiro iniciando uma carreira com um único objetivo de chegar a Fórmula 1. Assim sendo, uma analise objetiva levaria qualquer um a entender os méritos de apenas conseguir chegar lá. Portanto, ter sido campeão de Fórmula 3000, pontuado na Fórmula 1, e ganho corridas na CART acho que são feitos importantes e mais do que 99.9% dos meninos que começaram a correr de kart junto comigo (no mundo todo) conseguiram atingir. Claro que gostaria de ter sido campeão nas 2 categorias, mas apesar de não ter o feito, como disse, acho que isto esta longe de ser um fracasso. E olha que melhor ainda esta por vir...!

SL - Seus fãs no Brasil provavelmente não sabem muito sobre a NASCAR. O que você poderia dizer a eles sobre a categoria?
CF - A NASCAR é disparada a categoria mais competitiva que já conheci, aonde largam 43 carros por corrida e quase sempre tem mais de 50 inscritos. É comum o grid de largada contar com mais de 20 carros num intervalo de 2 décimos de segundo. Além disto, outras diferenças básicas são o fato de você correr 36 vezes ou mais por ano e das corridas durarem muitas vezes cerca de 4 horas.

SL - Você acredita que o fato de já ter vencido corridas de turismo, como as Mil Milhas Brasileiras e as 24 Horas de Spa, podem ajudar de alguma forma na NASCAR?
CF - No fundo, de uma certa forma, toda a minha experiência me ajudará um pouco, porém os carros e as corridas de NASCAR são completamente diferentes de tudo que já dirigi. Vou ter muito o que aprender!

SL - O estilo de dirigir dos pilotos da NASCAR é diferente das categorias por onde você passou, como você mesmo pode perceber na etapa de Phoenix. Como você acha que será sua adaptação a esta forma de dirigir?
CF - Acredito que tenho algumas qualidades como piloto que serão muito importantes na NASCAR. Como por exemplo, o fato de eu ser um piloto muito consistente e de uma certa forma conservador. Acho que a adaptação ao estilo, onde existe um pouco mais de contato entre os carros, será interessante.

SL - Do que você vai sentir mais falta na CART?
CF - De mais circuitos mistos e correr só 18 vezes por ano!

SL - Em 1993, na África do Sul, você conquistou um quarto lugar pela Minardi após uma largada complicada, em uma prova onde inclusive você chegou a rodar. Em quinto lugar, estava Gerard Berger, a bordo de uma Ferrari, que não conseguia alcançá-lo. Nos dias de hoje, ao contrário daquela época, esta cena seria praticamente impossível, mesmo que um excelente piloto estivesse dirigindo a Minardi, devido aos avanços tecnológicos que a Fórmula 1 sofreu. Como você analisaria esses avanços em relação à categoria, aos carros e aos próprios pilotos?
CF - A Fórmula 1 faz muito tempo que não é uma categoria equilibrada, como por exemplo a CART. Faz mais de 15 anos que você tem uma ou duas equipes dominando cada temporada. Este ano porém, foi um pouco mais dramático e para piorar tiveram cenas como Áustria e Indianápolis, que marcaram muito o público. De qualquer forma, acho que a Fórmula 1 precisa fazer algumas mudanças dramáticas, tanto para baixar custo quando aumentar a competitividade entre as equipes, se ela quiser continuar tendo o sucesso que sempre teve.

SL - O que você faz momentos antes de uma corrida? Como é sua concentração?
CF - Na verdade, não faço nada de especial. Procuro estar sempre bem alimentado e bem hidratado, mas nada além disto.

SL - O que passa pela sua cabeça quando você está em uma corrida e acontece um acidente sério com outro piloto?
CF - Durante a corrida, o nível de concentração é tão grande que raramente penso no assunto. Porém, no final da prova é sempre uma preocupação que tenho e procuro saber o mais rápido possível o estado do piloto.

SL - O que você gosta de fazer quando não está correndo?
CF - Gosto muito de praticar esportes como ski aquático e triatlons. Além disto, procuro ficar um pouco em casa, já que passo em média 100 noites por ano em hotéis. Quando tenho alguns dias seguidos de descanso, gosto de sair de barco com a minha família e passear pelas Bahamas.

SL - Do que você sente mais falta no Brasil?
CF - Dos amigos de infância, do resto da minha família e dos lugares onde passei muitas férias, como Angra dos Reis e Mato Grosso.

 

 
ENTREVISTA EXCLUSIVA

Oriol Servia, piloto da KV Racing na IndyCar Series


ANIVERSARIANTES DO MÊS

04 - Alvaro Parente
04 - Sarah Fisher
05 - Javier Villa
09 - Andreas Zuber
10 - Hideki Mutoh
15 - Bruno Senna
15 - Marcos Martinez
17 - Kimi Raikkonen
18 - Alex Tagliani
19 - Heikki Kovalainen
20 - Siso Cunill
24 - Fairuz Fauzy
31 - Buddy Rice
31 - Sebastien Buemi

APOIO





© 2007 Copyright - Todos os direitos reservados
O conteúdo deste site não pode ser reproduzido sem autorização prévia.

Powered by NetPublish CMS