Gualter Salles
 Gualter Salles já participou de algumas categoria nos EUA e agora se prepara para seu segundo ano na Stock Car V8.Muito simpático, o piloto falou com exclusividade ao SuperLicença.
SuperLicença - Como foi o início da sua carreira? Gualter Salles - Comecei em 1987 no Kart, no Rio, como uma diversão, assim como jogar futebol e praticar outros esportes que sempre gostei.
SL - O que o levou a ser piloto? GS - Desde criança sempre acompanhei todas as corridas de Fórmula 1 e Indy. Comecei no Kart e as coisas foram acontecendo. Eu adoro competir.
SL - Qual a maior dificuldade que você enfrentou? GS - Os altos custos e a dificuldade de patrocínio, como todos os pilotos.
SL - O que você gosta de fazer quando não está correndo? GS - Esportes em geral. Mais futebol e tênis!
SL - Quem é o seu maior ídolo no automobilismo? GS - Enquanto era piloto, Nelson Piquet. Hoje não tenho nenhuma admiração por ele.
SL - Qual a melhor pista que você já correu? GS - Spa, na Bélgica.
SL - Qual foi a sua melhor corrida? GS - Acho que foi o GP da Inglaterra de Fórmula 3 que venci em 1995. É difícil dizer.
SL - Qual o pior momento que você passou dentro das pistas? GS - Foi no começo de 1998, quando tinha um contrato com uma equipe na Cart e duas semanas antes da primeira prova a equipe faliu e eu fiquei na mão.
SL - Você já disputou a Indy Lights e a CART. Como foi essa experiência de competir no automobilismo internacional? GS - Foram 10 anos, entre 1991 e 2001. É o passo natural quando se é jovem e deseja se tornar profissional do automobilismo. Aprendi muito e hoje tenho certeza que posso disputar qualquer categoria do automobilismo mundial e ter um bom desempenho.
SL - Como foi a experiência na Alms. E qual era o problema do Panoz LMP07? GS - Foram 5 provas, se eu não me engano. Na primeira eu e o meu parceiro chegamos em quinto com o carro do ano anterior, que era muito bom. A partir da segunda, foi uma tragédia, pois o LMP07 era um carro com defeitos gravíssimos no seu projeto e foi um martírio, pois tudo quebrava e o carro era lento. Não gosto tanto de provas longas quando se tem que dividir o carro.
SL - Você sente vontade de voltar a competir no exterior? GS - Sinto.
SL - Quais as maiores diferenças entre um monoposto e um carro de turismo? GS - No final é tudo competição, mas a tocada é muito diferente. No monoposto, o piloto pode ser mais agressivo que o carro agüenta, já no turismo é preciso ser mais suave na condução.
SL - Qual o balanço que você faz da temporada passada? GS - Para um primeiro ano numa categoria de turismo acho que foi razoável, cometi alguns erros e outros pilotos erraram em disputas comigo. Isso prejudicou o meu resultado final, mas mostrei em algumas provas que tenho potencial para vencer.
SL - Qual sua expectativa para esta temporada? GS - Andar na frente e disputar vitórias.
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