Fórmula 1     IndyCar  Fórmula GP2   
 World Series     A1 GP
Entrevistas          Fórum          Chat          Promoção           Colunas          Matérias Especiais
Comunidade Orkut Soloformula1 P�gina principal Contato
Agenda da Semana

06/09 - World Series
Le Mans, França
09h25

06/09 - Fórmula GP2
Spa, Bélgica
11h00 - SporTV
07/09 - Fórmula GP2
Spa, Bélgica
05h30 - SporTV
07/09 - Fórmula 1
Spa, Bélgica
09h00 - Globo

06/09 - World Series
Le Mans, França
09h55

07/09 - IndyCar Series
Chicago, EUA
16h30 - Band/Bandsports

Automobilismo na TV
Mailing List

Parceiros

Venda de produtos da marca MOMO
 

Thiago Medeiros




Thiago Medeiros é o primeiro e único brasileiro a competir na IRL Infiniti Pro Series, a categoria de base para a IRL IndyCar Series.




SuperLicença - Como foi o início da sua carreira?
Thiago Medeiros - Oi Flávia e todos do site SuperLicença. Bom, comecei andando de kart, com 8 anos de idade. Antes disso, eu tinha um Buggy no sítio. Aprendi a dirigir o Buggy com 4 anos de idade. Tive uma facilidade muito grande pra aprender e sempre fui fanático por carro. Depois de um tempo andando de kart, treinando pelo interior de São Paulo, comecei a correr em Caraguatatuba, Guaratinguetá, e os campeonatos que tinha pelo interior de São Paulo. Depois que estava andando bem, comecei a correr o Paulista de Kart, onde havia os pilotos de mais alto nível do Brasil. Depois, foi só uma questão de tempo, por causa da idade e um aprendizado.

SL - O que o levou a ser piloto?
TM - Sempre fui apaixonado por carros, desde pequeno. Quando saia na rua com a minha mãe, saia falando nome de todos os carros que eu via. Depois disso, conheci o kart vendo um documentário da vida do Ayrton Senna, na tv. Nisso eu já andava com o Buggy no sítio e logo depois eu achei o kart muito mais interessante que o Buggy. Um amigo do meu pai, o Nelson, que era o piloto do helicóptero do Ayrton, me levou pela primeira vez no kartódromo em um dia meio nublado para ver um treino. Meu avô foi o primeiro patrocinador do Ayrton Senna quando ele foi correr na Fórmula Ford, na Inglaterra. Ele usava o nome Transzero no bolso do macacão, e na lateral do Fórmula Ford. E um tempo depois, usou na asa traseira. A vontade de ser piloto partiu de mim, não pela minha família ter esse contato, mas era o que eu sabia fazer de melhor. Tive dificuldade no colégio, mas para pilotar sempre foi uma facilidade.

SL - Qual a maior dificuldade que você enfrentou?
TM - Já enfrentei muita coisa, desde preconceito, porque sempre fui alto, como pessoas falarem que eu não tinha talento nenhum. Já passei por dificuldades dentro de uma equipe e cheguei a duvidar até que eu mesmo tinha desaprendido. Já tive um companheiro de equipe que chegou a engordar 6 Kg por uma crise psicológica, e depois, quando corri em um circuito de rua e venci, acabei com todas minhas dúvidas, e é claro, ninguém faz milagre. No meio do ano, veio um engenheiro novo pra equipe, o Luiz Alberto Trincci, mais conhecido como Dragão ai no Brasil. Ele me deu minha primeira vitória na Fórmula 3 em 2000 e minha primeira pole, em 1999. E o Campeonato de Fórmula Chevrolet, que conquistei em 1998. Acho que todos se cobram. Eu, pessoalmente, me cobro muito, e adoro aproveitar cada dia fazendo o que mais gosto. Quando passei dificuldades, eu ia treinar fisicamente, para esquecer e dar o melhor de mim fazendo outras coisas.

SL - Você será o primeiro brasileiro a competir na IRL Infiniti Pro Series. O que fez com que você tomasse a decisão de ir para esta categoria?
TM - Bom, Hoje em dia acho que todos os pilotos sonham com Fórmula 1. Eu também sonho. Mas acho que não seria realmente o que eu desejaria pra mim. Acho muito interessante, mas acho chato essa falta de competitividade. Acho que todos nesse esporte são vencedores, e pilotos que ganharam campeonato, não acham vaga na Fórmula 1. Aqui nos Estados Unidos, vejo uma competitividade enorme, e acho muito interessante todos terem o mesmo equipamento e depender do talento do piloto e da equipe em acertar o carro, e não somente o carro fazer um piloto ir bem ou não.

SL - A Pro Series está apenas em sua segunda temporada, mas já possui grande visibilidade. Qual a sua expectativa para este ano?
TM - Esse ano começou muito bem. Eu acho que andar bem e lutar pelo campeonato, com a bagagem que eu já tenho da Fórmula 3, é uma realidade. Na primeira prova, fiz pole e cheguei em segundo. Como o campeão do ano passado (A.J. Foyt) subiu para a IndyCar Series, acho que isso pode acontecer comigo também. Lutar pelo campeonato e trabalhar bem corrida a corrida são uma possibilidade de arrumar um teste no fim do ano e, quem sabe, correr na IndyCar Series. Ainda estou em um ano de aprendizado também, vim de circuitos mistos, nunca tinha andado em circuito oval. Mas me adaptei muito bem. Terminar o campeonato entre os três e, quem sabe, estar na briga do título. Conheci pilotos aqui com muita experiência em circuito ovais, vindo de outras categorias americanas, e até mesmo os que já corriam na categoria no ano passado.

SL - Como foi sua primeira experiência em um circuito oval?
TM - Bom, o que se sente não da pra explicar. Assusta! Você sair de um Fórmula 3, com 220cv, e vir para o Infinti, de 460cv... Comecei andando lento, não foi fácil segurar a vontade de acelerar, mas ver aquela parede ao seu lado o tempo inteiro, não é tão fácil. Até passou na minha cabeça que se eu errasse, era lá que eu ia parar. Não tinha área de escape para poder corrigir o erro. Mas ao mesmo tempo, eu já tinha uma boa bagagem de Fórmula 3. Aprendi muito na categoria, quando passei por varias equipe, e muito nos meus últimos dois anos na Amir Nars. Era como se fosse um treino, onde tudo era novo, e de forma alguma eu poderia errar. Comecei andando lento e sentindo bem o carro. Aos poucos, fui vendo que o equilíbrio e as reações eram bem parecidas com as do Fórmula 3. Fui progredindo passo a passo e melhorando meus tempos e tomando mais confiança. Depois de 15 voltas, que foi o número de voltas que andei pela primeira vez, fui confiando mais no carro e me aproximando cada vez mais do muro. Depois de um tempo, você o esquece, se concentra e anda tranqüilo. Fica confiante e anda bem. O que assusta é a primeira experiência. No segundo dia de treino, já parecia que eu conhecia o carro há muito tempo, e tudo fica natural e automático quase. Quando desci do carro, fiquei um pouco tonto, mas falaram que isso era normal. Depois acostuma e hoje não sinto mais nada.

SL - Você acredita que sentirá muita falta de circuitos mistos?
TM - Acho que sim. São duas coisas completamente diferentes. Hoje em dia. já tem uma possibilidade até mesmo da IRL voltar a correr em circuitos mistos. Enquanto isso, ando de kart quando possível. O público aqui nos Estados Unidos acha mais interessante corridas em circuitos ovais do que em circuitos mistos, por ser muito mais competitivo, o jogo de vácuo, as trocas de posições e os carros andarem lado a lado o tempo inteiro a mais de 300 Km/h.

SL - Como você analisa a sua temporada 2002?
TM - Foi um ano difícil. Aprendi muito como lidar com situações difíceis, principalmente fora da pista. Foi um ano excelente para minha carreira, onde consegui uma vitória que será lembrada, na última etapa do ano.

SL - O que você aprendeu na Fórmula 3 que você acredita que poderá lhe ajudar no futuro?
TM - Aprendi de tudo. Tudo que é mais importante foi devido a todo o tempo que passei na Fórmula 3. Principalmente como lidar com situações difíceis dentro e fora da pista. Aprendi muito sobre set-up, reações do carro e toda a experiência que tenho. Ter um companheiro de equipe forte você aprende muito, comparando os gráficos de telemetria, e sabe onde você ganha tempo e onde ele ganha tempo. Aprendi muito com o Juliano Moro, foi um dos melhores anos. Mesmo tendo uma briga dentro da equipe era muito bom.

SL - Quais são os seus planos para o futuro? Você pretende correr somente na IRL ou a CART também é uma opção?
TM - Depende. Onde eu arrumar uma vaga. Hoje em dia não esta fácil. Vejo o Max Papis e o Vitor Meira, dois excelentes pilotos e estão sem correr esse ano. O Vitor ainda está como piloto de teste da Menard, e da Cheever, enquanto o Max Papis está parado procurando uma vaga. Acho que iria adorar se pudesse escolher meu futuro, andar na Indy e a categoria voltar a ter algumas corridas em circuitos mistos. Esse é o boato que se ouve por aqui hoje em dia.

SL - Você não terá companheiro de equipe este ano. Você acredita que será mais difícil correr sozinho, sem este tipo de ajuda?
TM - Não é mais fácil ou mais difícil, é mais tranqüilo, pois não tenho aquela briga dentro da equipe. Se eu estiver perdendo tempo em algum lugar, eu mesmo vou ter que achar onde é. Vou ter que experimentar, fazer de maneiras diferentes, e descobrir o que é mais rápido.

SL - Você está indo para uma nova categoria, em um novo país, com pistas novas. O que você acredita que será mais difícil na sua adaptação neste ano?
TM - Até agora, o mais difícil tem sido o frio. Morar aqui em Indianápolis não tem sido ruim. A cidade é legal, tem 2 shopping, cinemas, não entrei ainda no centro da cidade pra saber como é, estou morando um pouco isolado do centro mesmo e etc... A comida de casa realmente é melhor, mas não posso reclamar. Estou morando em uma outra casa no mesmo condomínio onde mora o Vitor Meira. Ele morou na Itália por dois anos e é um excelente cozinheiro. Então ele cozinha e eu lavo. Agora no começo, o inglês meu não é tão bom, é mais fácil falar com o engenheiro sobre o carro que resolver algumas coisas sobre o aluguel da casa, por exemplo. Nesse frio não saio muito de casa porque não dá pra ficar na rua, já passei por -17 graus. Posso te falar que a sensação não é da melhores... Mas também me diverti fazendo boneco de neve junto com o Vitor. Dentro das pistas, o mais difícil tem sido andar no vácuo. O carro muda completamente e achar a linha certa não é fácil. Mas isso já está melhorando. Dentro da pista, não tenho tido problemas. Quanto a acerto e adaptação, estou em uma excelente equipe, trabalhando com um engenheiro muito conceituado. O Thomas (Knapp) tem sido uma excelente pessoa pra mim, estamos nos entendendo muito bem e estou aprendendo muito sobre set-up de circuitos ovais com ele, apesar de ter andado pouco ainda. Perdi dois testes no começo do ano, terminando de acertar negociações com a equipe. Antes dessa primeira corrida, treinei dois dias antes no circuito de Homestead só, mas estou muito contente com o desempenho que estamos tendo.

SL - Quem é o seu ídolo no automobilismo?
TM - Ayrton Senna.

SL - Do que você irá sentir mais falta no Brasil?
TM - Da minha família, da minha namorada e de amigos que tenho. Nada igual como a sua cama, seu quarto, minha cachorra, que me diverte quando ficava em casa sem fazer nada. Meus pais sempre foram muito presente em toda minha vida, meu irmão e eu também nos falávamos bastante. E agora não tenho mais nem um deles. Até o pessoal da academia era muito legal, sempre acompanharam minha carreira, e eu acho muito interessante isso. E agora aqui, nesse frio, sem ter ninguém. Não tem sido fácil. Mas quando tenho saudades, tenho um monte de fotos no computador, abro meus arquivos e fico relembrando. Tinha pessoas que eram tão próximas e de uma hora para outra quando você vai embora, não mandam nem e-mail. Estranho, né?

SL - O que você costuma fazer nas horas vagas?
TM - Ficar na internet, treinar fisicamente, ir ao cinema. Quando estava na Brasil, costumava também viajar com a namorada e amigos.

 

 
ENTREVISTA EXCLUSIVA

Giorgio Pantano, atual líder da Fórmula GP2


ANIVERSARIANTES DO MÊS

04 – Fabio Carbone
13 – Kamui Kobayashi
18 – Vitaly Petrov
21 – Tomas Scheckter
24 – Ryan Briscoe

APOIO





© 2007 Copyright - Todos os direitos reservados
O conteúdo deste site não pode ser reproduzido sem autorização prévia.

Powered by NetPublish CMS