Lucas Di Grassi

Lucas Di Grassi, que disputou parte do Campeonato de Fórmula 3 Sul-Americana pela Avallone Motorsport e desistiu de lutar pelo título para poder treinar na Europa, falou com exclusividade ao site SuperLicença.
SuperLicença - Como foi o início da sua carreira? Lucas Di Grassi - Comecei no kart, em 1996, em Itu, interior de São Paulo. Ganhei alguns campeonatos e fui correr no Paulista, tudo isso de Junior.
SL - Qual seu maior ídolo no automobilismo? LG - Meu ídolo, sem duvida, foi Ayrton Senna, que morreu quando eu ainda não pensava em ser piloto.
SL - Qual foi sua melhor corrida? LG - Da vida, incluindo kart, acho que foram algumas corridas perfeitas. Uma delas, em especial, foi a corrida de F-3 Euro, com a Prema, em PAU, um circuito de rua muito difícil. Laguei em 11º e vim passando, sem errar em nenhum momento, pois seria fatal devido ao muro. Cheguei em 4º. Outra, no kart, foi a Final 1 do Campeonato Panamericano, aonde passei o Streit e o Marcos Dorigon juntos na ultima volta, para vencer a corrida e o campeonato.
SL - Qual avaliação você faz da temporada passada, quando foi vice-campeão da Fórmula Renault Brasileira? LG - Ótima, não perfeita, pois não ganhei o campeonato. Fui o único a vencer duas vezes logo na primeira temporada, com tantos ótimos pilotos e experientes como o (André) Prioste, (Allam) Khodair, (Diego) Freitas, (Gustavo) Sondermann, (Patrick) Rocha, (Pedro) Araújo, entre vários outros.
SL - E desta temporada? LG - Devo quase tudo ao que sei hoje, em termos de guiar um carro de corrida, à Fórmula 3. Mas, esse campeonato Sul-Americano de 2003 foi muito pouco competitivo. O Danilo (Dirani), mais experiente e com carro melhor acertado, passeou. Eu, agora no final, deixei de brigar pelo título porque tinha de fazer alguns testes para tentar correr no campeonato inglês.
SL - Você desistiu de disputar o título da Fórmula 3 Sul-Americana para participar de algumas etapas da Fórmula 3 Inglesa. Foi uma decisão difícil de ser tomada? LG - Realmente não foi difícil. Decidimos o que era melhor para o futuro e achar uma boa equipe para o ano que vem era mais importante.
SL - Qual o aprendizado que você trouxe da Fórmula Renault para a Fórmula 3? LG - Tudo que aprendi na Renault veio comigo para a F-3. Na Renault tudo é mais competitivo, os tempos são mais próximos. Existe a garra de brigar por varias posições durante toda a corrida, coisa que não acontece na F-3 Sul-Americana.
SL - Quais as maiores diferenças entre as duas categorias na sua opinião? LG - O carro. O Fórmula 3 tem muito mais potencia (230cv contra 175cv) e chassis. É uma outra categoria e precisei da base da Fórmula Renault sem dúvida.
SL - No início da temporada, havia uma grande diferença do seu carro para o do Danilo Dirani. Até a última etapa que você disputou, esta diferença diminuiu bastante. No que o conjunto equipe/piloto melhorou ao longo do ano? LG - A superioridade da Cesário ficou comprovada. O que houve foi um processo de desenvolvimento do carro e meu durante o ano todo. Estávamos quase equiparados com o Danilo, quando surgiram as oportunidades dos testes. Não tinha como perder.
SL - Este ano você disputou algumas etapas da Fórmula 3 Européia. Como foi esta experiência? LG - Foi onde eu mais aprendi. A F-3 EURO é muito difícil e profissional. Chegar em quarto, com apenas alguns meses de F-3, foi muito gratificante.
SL - Qual seu objetivo de carreira para o futuro? LG - Continuar na F-3 em 2004 e aprender tudo quanto possível, para poder chegar entre os primeiros do campeonato que eu estiver disputando.
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