Franck Montagny

Franck Montagny, campeão da Superfund World Series by Nissan de 2003 e piloto de testes da equipe Renault de Fórmula 1, falou com exclusividade ao site SuperLicença.
SuperLicença - Como foi o início da sua carreira? Franck Montagny - Eu comecei a correr quando tinha 10 anos, de kart... Meu pai era um piloto de rali, mas apenas por diversão, nada muito sério. De qualquer forma, eles, minha mãe e meu pai, me levavam em todas as corridas que meu pai disputava, então talvez tenha começado por aí.
SL - Quem é o seu ídolo como piloto? FM - Eu não tenho um ídolo, apenas um grande e imenso respeito pelo Valentino Rossi. Em francês nós falamos 'la classe'. Eu gosto do seu jeito de fazer as coisas.
SL - O que você gosta de fazer quando não está correndo? FM - Se é inverno, eu gosto de passar algum tempo com a família, amigos ou ficar em casa descansando com bons filmes. Se não, saio e ando de jetski ou de quadriciclo perto do mar. Como pratico muito esporte e viajo muito, quando não estou correndo aproveito para me divertir ao máximo.
SL - Qual é sua pista favorita? FM - Spa-francorchamps.
SL - Qual foi o momento mais importante da sua carreira? E o mais difícil? FM - O mais importante foi, com certeza, este ano completo, de dezembro de 2002 até hoje. Grande ano, muitas vitórias e a primeira vez em uma equipe de F1. O mais difícil... quando destruí completamente meus dois pés em 1996...
SL - Como você analisa seu desempenho durante a temporada de 2002? FM - 2002 foi um ano muito difícil... Muito estressante, a equipe (Racing Engineering) não tinha experiência e eles não tinham um engenheiro, então eu liguei para um amigo engenheiro e ele veio trabalhar conosco, mas a coisa não era suficientemente séria para vencer o campeonato. Nós tentamos, mas eu apenas consegui terminar em segundo e eu fiquei um pouco desapontado.
SL - E o seu desempenho neste ano, quando você foi campeão da World Series antes do final da temporada? FM - O fato de ter vencido o campeonato antes do final não é importante. É melhor, claro, mas o importante é vencê-lo, no final ou não. Isto é importante... Mas sempre é bom ter este sentimento, corrida após corrida, chegar cada vez mais perto e vencê-lo antes do final. Eu fiquei muito feliz em vencer em todas as pistas. Toda vez quando você voltar lá, você sabe que venceu uma corrida. Talvez você tenha cometido um erro durante a corrida, mas ao menos ewle não foi tão ruim. 50% do trabalho está feito. Irei completar o trabalho em Jarama (última etapa da WS, no dia 30 de novembro), ao menos 50%, e estarei muito feliz.
SL - O que você pode falar sobre a World Series para as pessoas que não conhecem a categoria muito bem? FM - Se não conhecem ainda devem se apressar porque é a melhor categoria depois da Fórmula 1. Você conhece alguma categoria com nomes como (Enrique) Bernoldi, (Marc) Gené, (Stephane) Sarrazin, (Ricardo) Zonta, (Justin) Wilson? Soa como Fórmula 1, não? (risos)
SL - Qual é a maior diferença entre um carro de Fórmula 1 e um da World Series? FM - Um carro da WS não é tão distante de um da F1 em termos de velocidade mínima nas curvas, mas em todo o resto é outro mundo. F1 é F1, mais velocidade, mais aderência, mais dinheiro, mais pessoas... Apenas mais e mais e mais...
SL - As pessoas dizem que é mais fácil dirigir um Fórmula 1 com a eletrônica atual. O que a eletrônica pode realmente fazer por um piloto de Fórmula 1? FM - A eletrônica, é verdade, ajuda o piloto a dirigir, mas não é tão fácil para ele andar rápido e, neste nível, todos os pilotos sabem como dirigir, então... Eu acho que é apenas um modo diferente de dirigir porque você tem que confiar muitas vezes no sistema eletrônico.
SL - Com as novas regras de testes da Fórmula 1, a Renault não terá três carros testando às sexta-feiras durante os finais de semana de corridas, então você, como terceiro piloto da equipe, não terá chance de testar nestes dias. Você acredita que esteja perdendo uma grande oportunidade? FM - Não, não, não, eu acho que tenho sorte. Porque eu estarei em todas as corridas, não dirigindo, mas assistindo a tudo. E eu não vou fazer dez dias de testes durante o ano, mas quarenta e oito. E mais, eu irei me sentir confiante com meu carro, rapidamente aprenderei o layout dos circuitos e, não querendo ser pretensioso, mas eu aprendo rápido.
SL - O que você espera para a próxima temporada? FM - Eu não espero nada, mas eu quero dar o máximo que eu puder e ajudar a equipe todas as vezes que eu puder e, se eu realizar isto, estou certo de que estarei guiando em um GP em 2005.
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