Allam Khodair

Allam Khodair, campeão Brasileiro de Fórmula Renault pela equipe Giaffone Racing, falou com exclusividade ao site SuperLicença.
SuperLicença - Como foi o início da sua carreira? Allam Khodair - Eu comecei no kart com 14 anos, uma idade avançada comparada com os pilotos que competem hoje comigo. Foi simplesmente porque eu sempre gostei de velocidade e o meu pai (Nabil Khodair) me incentivou. Mas no começo era só um hobby, até eu ganhar alguns títulos e perceber que isso era o que melhor sabia fazer e a profissão que eu gostaria de levar.
SL - O que você gosta de fazer quando não está correndo? AK - Adoro ficar com pessoas que eu amo, como meus pais, meus amigos, minha namorada... Fazer esportes, viajar para praia e me preparar para estar sempre evoluindo, tanto no automobilismo, como na vida.
SL - Quem são seus melhores amigos na Fórmula Renault? AK - Fora da pista eu não tenho inimizade com ninguém. Ao contrário disso, acho muitos deles legais. Tive a oportunidade de viajar com o baiano Diego Freitas para um teste de F-3000 e nos demos muito bem.
SL - Ano passado você disputou o título da Fórmula Renault até a última corrida e terminou a temporada em terceiro. Em algum momento em 2003 você teve medo disto se repetir e ver o título escapar das suas mãos? AK - Fui consciente, desde o início do campeonato, que o filme poderia se repetir. Por isso dediquei todos os meus esforços para que nada desse errado. Mesmo assim, o ano foi bem difícil. O ponto crucial do ano foi a corrida de Florianópolis, na qual eu me superei e tive que enfrentar, por várias vezes, situações que normalmente eu não escaparia e reverti aquele quadro que eu era: ganhar ou bater.
SL - O título vindo desta forma, após um ano de espera, tem um sabor mais especial? AK - Tem um sabor acumulado. Em uma comparação meio fútil, têm sabor de um sundae com cobertura extra... rsrsrs. Mas veio em boa hora, com certeza estou mais preparado que o ano passado.
SL - Qual o balanço que você faz desta temporada? AK - Uma temporada muito positiva, tanto na Fórmula Renault Brasileira, nos testes no exterior e na vida.
SL - Qual foi a melhor vitória do ano? AK - Eu acho que melhor vitória não existiu e sim a que repercutiu mais, que foi a primeira do ano, em frente de mais de 80 mil pessoas e todos os "Capos" da F-1.
SL - A Fórmula Renault possui circuitos de rua, sendo que sua primeira vitória na categoria foi em um, em Vitória (2002). Você prefere correr nos circuitos de rua ou permanentes? AK - Eu gosto muito de circuitos de rua, onde o risco é maior e o limite é o gurad-rail. Ganhei somente uma, mas em todas as outras tive chances reais de vitória, mas por erros e má sorte não saí vencedor.
SL - Este ano você disputou uma etapa da Fórmula Renault Inglesa. Você sentiu muita diferença entre a categoria e a nossa Fórmula Renault? AK - A única diferença é que aqui a categoria está muito mais exposta na mídia. Mas em relação ao nível de pilotos, o Brasil está bem equiparado com os Ingleses, Italianos, ...
SL - Você testou no início de dezembro pela equipe ADM Motorsport da Fórmula 3000 Européia. Como foi o teste e a receptividade da equipe? AK - Não tinha hora melhor para aparecer esse teste, logo após minha conquista do título. Fui sem pretensão e sem nenhuma pressão e acabei me surpreendendo com o resultado. Me adaptei rápido com os 490 cv de potência e me senti muito bem no carro. A equipe adora pilotos brasileiros e não foi diferente comigo. Estamos em negociações, mas preciso esperar a decisão da organização em relação ao direcionamento da verba.
SL - Qual sua expectativa para a próxima temporada? AK - Pretendo ir para o exterior, em alguma categoria Européia.
SL - E seus planos para o futuro? AK - O plano é: fazer meu melhor a cada ano, aprendendo o máximo possível, para quando chegarem as oportunidades eu não deixar escapá-las.
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