David Muffato

David Muffato, campeão Brasileiro de Stock Car V8 em 2003 pela equipe Repsol/Boettger, falou com exclusividade ao site SuperLicença.
SuperLicença - Como foi o início da sua carreira? David Muffato - O início da minha carreira foi no Kart, como muitos pilotos, no ano de 1992, no Paraná, onde fui campeão na categoria Novatos. Passei por outras categorias: Paranaense de Marcas e Pilotos (campeão), Brasileiro de Marcas e Pilotos (vice-campeão), Formula 3 Sul-Americana (3º colocado), Brasileiro de Pilotos, Brasileiro de Stock Car Light (3º colocado) e Brasileiro de Stock Car V8 (campeão).
SL - Qual a influência que seu pai Pedro tem em sua carreira? DM - Bom, eu nasci no meio das corridas, pois tenho 32 anos e o meu pai tem 37 anos de carreira como piloto. Aprendi muito com ele, vendo, escutando e admirando a sua técnica e categoria de pilotar, principalmente na chuva.
SL - Você tem vontade de seguir seus passos e correr na Fórmula Truck? DM - Hoje meu foco é no Stock, mas a Fórmula Truck me atrai muito.
SL - Qual foi a maior dificuldade que você sentiu quando mudou de fórmula para turismo? DM - Não tive nenhum problema para me adaptar do Fórmula para o Turismo.
SL - Você sente vontade, ou já sentiu, de voltar a correr de fórmula? DM - Não, pois estou muito feliz nas categorias de turismo.
SL - Você sentiu muita diferença quando mudou da Stock Car Light para a V8? DM - Para mim, a Stock V8 foi mais fácil de pilotar do que a Light. Porque o carro de Light era o Ômega e o da V8 é carro construído para corrida, com suspensão independente igual ao do Fórmula 3, onde aprendi muito de acerto de carro.
SL - Qual o balanço que você faz desta temporada, quando conquistou o Campeonato de Stock Car V8? DM - Eu tinha um sonho de correr com o Stock, que aconteceu em 2000, quando pilotei na Light. Mas este sonho tinha uma seqüência maior, que era subir no pódio e vencer na Stock, o que aconteceu, e o título foi um final feliz para este sonho.
SL - A sua temporada foi um pouco mais tumultuada que a dos outros pilotos. Por este motivo, o título teve um sabor especial? DM - Sem dúvidas que teve um sabor muito especial para mim e para a equipe toda.
SL - Das quatro etapas que você venceu este ano, qual foi a mais difícil? DM - A primeira vez a gente nunca esquece. Em Campo Grande, a perna tremeu na última volta e o coração quase saiu pela boca.
SL - Como foi a mudança dos pneus Pirelli nacionais para os importados na categoria? DM - A entrada dos pneus importados foi a melhor mudança da Stock, pois agora nós podemos acelerar o Stock como ele merece, "com muita vontade".
SL - Como é ter o Raul Boesel como companheiro de equipe? A troca de experiência é grande entre vocês? DM - É uma honra ter um piloto do nível do Raul como companheiro. O nosso entrosamento é perfeito, o que é muito bom para a equipe. O Raul não é um piloto que só fala que o carro tá "quadrado", e sim passa todas as informações dos sintomas do carro. Ele é perfeito no acerto.
SL - Quais são seus planos para o futuro? Você pretende continuar na Stock Car ou em alguma categoria de Turismo no exterior? DM - O meu futuro hoje se chama Stock Car. Para que ir pro exterior se tenho tudo no Brasil? Uma categoria rápida, bonita, publico, TV e principalmente grandes pilotos como Raul Boesel, Ingo Hoffmann, Chico Serra, os três ex-pilotos de Fórmula 1, e muitos outros com passagem pelo exterior e grandes carreiras no Brasil.
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