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Daniel Serra









Daniel Serra, piloto da equipe Bassani Racing da Fórmula Renault, falou com exclusividade ao site SuperLicença.








SuperLicença - Como foi o início da sua carreira?
Daniel Serra - Eu sempre ia com meu pai nas corridas. Aí, com 11 anos ele me levou para andar de kart. Aí, pronto. Aconteceu. Meu pai nunca me forçou ou me obrigou a ser piloto. Mas depois que comecei, ele sempre incentivou.

SL - Qual balanço você faz da temporada passada?
DS - Foi uma temporada onde eu aprendi bastante. Comecei muito bem, com um segundo lugar no grid na prova de Interlagos, mas terminei apenas em quinto. Depois, tive uma fase difícil onde não conseguia terminar as provas. Aí, a partir da prova de Campo Grande, consegui me concentrar melhor e fazer ótimas corridas. Foram três segundos lugares em quatro eventos da Renault. Nessa fase melhor do ano passado, contei muito com a ajuda do Eduardo Bassani e de meu pai, que me ensinaram muito.

SL - E do início desta temporada?
DS - Esta temporada até agora está sendo muito boa. Consegui um segundo lugar lá em Curitiba, depois de liderar a prova, e vencemos em Londrina. Foi um resultado muito especial porque, além da minha primeira vitória na categoria, eu assumi a liderança do campeonato e a Bassani Racing conseguiu sua primeira vitória na categoria em Autódromos. Até àquela prova, a Bassani só havia vencido corridas de ruas. Foi muito legal. Estamos muito confiantes para o restante da temporada.

SL - Qual foi, para você, a melhor e a pior corrida da sua carreira?
DS - Gosto de duas corridas que fiz. Londrina este ano, e a de Londrina de 2002. Na oportunidade, corria pelo Medina e larguei em 30º porque não fiz a classificação. Consegui chegar em 8º. A pior corrida não sei dizer. Mas uma que não gostei foi a de Brasília ano passado. Mas com certeza aprendi muito com minhas boas e ruins corridas.

SL - Como você se faz para se preparar para as corrida? Existe alguma mania e/ou superstição?
DS - Infelizmente, por falta de dinheiro, não posso treinar, ao contrário de quase todos meu adversários, que treinam pelo menos dois dias na semana que antecede a corrida, uma vantagem muito grande. Por isso, faço um treino forte de preparo físico com o professor Jose Rubens d´lia. Vou quase todos os dias na oficina do Bassani, onde aprendo muito sobre a mecânica do carro. Superstição: usar sempre a mesma balaclava.

SL - Você já sofreu algum acidente grave e o que pensa sobre correr este tipo de risco?
DS - Nunca sofri um acidente forte. Levo isso como uma coisa normal, provavelmente passarei por algum na minha carreira. Isso é normal em um esporte onde se anda a 250 km/h, por isso não preocupo muito não.

SL - Como é ser de uma família tão tradicional no automobilismo brasileiro? Você sente alguma pressão por causa disso?
DS - Pressão não tem muito. Tem muita comparação. Lógico que todos ficam de olho no que o filho do Chico Serra tá fazendo na pista. Ser um Serra ajuda na hora de dar entrevistas, de participar de algum evento da categoria. Mas não tenho tanta pressão nas costas não.

SL - Você sente que a cobrança do seu pai é diferente dos pais dos outros pilotos pelo fato dele ser piloto? Como é o relacionamento de vocês?
DS - Com certeza é um pouco maior. Porque ele também pilota. Ele sabe ver bem quando eu erro, por exemplo, ou quando o carro está ruim. É bom porque ele sempre me dá dicas, principalmente em relação às pistas. Nosso relacionamento é normal como de qualquer pai para filho. Lógico que automobilismo é o assunto principal entre a gente.

SL - Você já pensou alguma vez em correr de Stock Car?
DS - Já. Mas penso nisso para o futuro. Agora me foco no meu objetivo, que é ser campeão da F-Renault este ano.

SL - Quem você considera seus maiores rivais na disputa pelo título este ano?
DS - A Bia Figueiredo, o Paulo Salustiano, o Alexandre Foizer e o Diego Nunes são os principais. Mas têm outros com chances de vitórias.

SL - Você está tendo problemas para arrumar patrocínio para competir o restante da temporada. Como você está lidando com esta situação?
DS - Infelizmente, não tenho o dinheiro para fazer toda a temporada. A cada prova é uma luta para encontrar o dinheiro suficiente. Nas pistas é muito difícil esta situação. Tenho que esquecer que não tenho dinheiro e não posso bater. Isso é muito ruim em uma volta rápida na classificação ou na hora de disputar uma posição na corrida.

SL - Qual o tipo de circuito que você prefere, de rua ou permanentes?
DS - Gosto muito dos dois tipos. Cada um tem sua característica.

SL - Quais são seus planos para o futuro?
DS - Espero poder levar o campeonato da Renault este ano para correr na Europa ano que vem. Espero fazer um campeonato bem feito lá fora e ir seguindo os degraus para categorias mais importantes de fórmula. Mas tudo depende do título este ano.

 

 
ENTREVISTA EXCLUSIVA

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