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Cacá Bueno









Cacá Bueno, piloto da equipe Action Power da Stock Car, falou com exclusividade ao site SuperLicença.







SuperLicença - Como foi o início da sua carreira?
Cacá Bueno - Como toda a criança que procura conhecer a profissão dos pais, comigo não foi diferente. Meu pai sempre trabalhou com esportes, pilotos sempre freqüentaram a nossa casa e quando andei de kart pela primeira vez, percebi que era aquilo que eu queria para a minha vida. Então, comecei no kart como a maioria dos pilotos.

SL - Você participou de campeonatos de Turismo fora do Brasil. Qual a maior diferença entre o Turismo aqui e lá?
CB - Lá fora, as categorias em que andei tinham a participação de montadoras, que traziam equipes oficiais e transformavam o campeonato em multimarca. Seria bom para a Stock seguir esse modelo, o que já vem sendo estudado.

SL - Como é voltar, após 4 anos, para a Stock Car e já conseguir uma excelente campanha, tendo disputado os dois últimos títulos, ficando em terceiro no campeonato de 2002 e sendo vice em 2003?
CB - Com as dificuldades financeiras que a Argentina passou recentemente, tive que sair da TC-2000 e voltei a Stock Car, porque acompanhava e tinha informações de que o campeonato estava mais profissional. Briguei por títulos logo de cara porque a Stock e os pilotos que participam não são exatamente novidades para mim, apesar das diferenças significativas que encontrei na categoria na minha volta. Já disputei muitas corridas contra muitos de meus atuais adversários, até em categorias internacionais. Além disso, minha carreira sempre foi voltada para carros de turismo e não tive que passar por aquela adaptação complicada de quem vem dos campeonatos de fórmula.

SL - Você percebeu alguma diferença entre o nível dos pilotos e das equipes de hoje para de quatro anos atrás? De que forma?
CB - Nossa, como a Stock evoluiu em todos os sentidos. Na organização, na qualidade de equipes e pilotos e na audiência do público. Antes, tínhamos quatro ou cinco pilotos capazes de vencer uma corrida, já hoje, num grid com mais de 30 carros, de 10 a 15 pilotos podem brigar para chegar em primeiro. Além disso, boas equipes que não participavam da Stock estão começando a entrar na categoria, a maioria dos boxes está mais limpa e com visual bonito, grandes patrocinadores estão acreditando na Stock e o futuro é promissor. Digamos que a Stock tenha atingido 70% do seu potencial e tem muito a crescer ainda.

SL - Como você vê a ascensão dos jovens pilotos na Stock Car?
CB - A Stock Car cresceu muito e já atrai cada vez mais a atenção de jovens pilotos, com passagem, inclusive, pelo exterior, acabando com aquele rótulo de categoria para quem está em fim de carreira. Muitos jovens que vieram da Stock Light e já estão em sua segunda, terceira temporada na V8, estão mais adaptados e pensando em seguir carreira dentro da categoria. Isso só eleva a qualidade das disputas, com cada vez mais pilotos entre 20 e 50 anos brigando por vitórias.

SL - Para você, qual foi o momento mais importante do Campeonato da Stock Car de 2003?
CB - O campeonato de 2003 foi todo muito difícil, apesar do bom vice-campeonato. Com o grande equilíbrio da Stock, um vice-campeonato não pode ser descartado. Vale destacar a vitória no Rio, quando recuperei um pouco na classificação.

SL - Qual foi a sua melhor vitória na Stock Car?
CB - Destaco duas. Quando corria na Stock B, em 1997, e venci no geral, no Rio, batendo os grandes pilotos da categoria A, como Ingo (Hoffmann), Paulão (Gomes), (Adalberto) Jardim e outros. E em 2002, venci no Rio no Dia dos Pais e também foi muito emocionante.

SL - E qual foi a prova que você considera ter sido sua pior corrida na categoria?
CB - Quando você erra, quebra e não pontua é sempre muito ruim. Mas não elegeria uma pior, porque sempre se tira importantes lições em todas as corridas.

SL - O que você acha da segurança dos carros da Stock?
CB - É boa. Os carros são até bastante seguros. O que poderia realmente melhorar é a segurança de algumas pistas brasileiras.

SL - Como foi para você correr ao lado do seu irmão, na equipe RS Competições, na temporada passada da Stock Car?
CB - Foi um grande prazer. Nunca tínhamos sido companheiros de equipe na mesma categoria. Minha família sempre acompanhou de perto nossas carreiras e foi uma forma de nos unirmos ainda mais.

SL - Você considera ser mais fácil ter o irmão como companheiro de equipe?
CB - Digamos que fomos realmente companheiros de equipe, no sentido de dividir opiniões e impressões sobre o carro e não esconder nada um do outro. Levamos para dentro da equipe nosso entrosamento da vida em família. Mas já tive também outros companheiros de equipe com quem me dei super bem. É uma questão de afinidade no trabalho.

SL - Este ano você está na equipe pela qual disputou a temporada de 2002. O que o levou a voltar para a Action Power?
CB - A estrutura da Action Power é excelente e tive um bom ambiente de trabalho quando passei por lá em 2002. Isso, basicamente, pesou na hora da escolha de uma equipe para essa temporada.

SL - Quais são seus planos para o futuro?
CB - Pretendo continuar na Stock por mais um ou dois anos e conquistar o título, que é a minha grande meta. Depois disso, desejo voltar ao automobilismo internacional.

 

 
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