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GP2: o desafio final

Sob orientação da equipe Renault F1 Team, um grupo de engenheiros concebeu uma nova categoria que visa ser o "vestibular" que determinará quais pilotos, engenheiros ou mecânicos poderão chegar à categoria máxima do automobilismo mundial.

Desde o início do projeto, em julho do ano passado, os protótipos utilizados para desenvolver o monoposto de competições GP2 (sigla de Grand Prix 2) foram submetidos a milhares de quilômetros em diversos autódromos da Europa. Sob direção do engenheiro Didier Perrin, e com orientação da equipe Renault F1 Team, o projeto atingiu o objetivo de criar uma nova categoria que substituirá a Fórmula 3000 Internacional como último "passo" para pilotos, engenheiros e mecânicos antes que atinjam o estágio máximo do esporte, que é a Fórmula 1.

O torneio contará com carros idênticos, que competirão em velocidades apenas alguns segundos menores que as dos bólidos de Fórmula 1. Pit stops obrigatórios irão tornar a disputa mais interessante, enquanto o uso de efeito-solo aumentará as chances de ultrapassagem em alta velocidade. Além disso, o carro de GP2 não possui controle de tração ou direção assistida, o que torna esta categoria muito exigente e desafiadora do ponto de vista da condição física dos pilotos.

Equipados com motor Renault de 4.0 litros, V8, capaz de desenvolver 580 cv de potência, os bólidos possuem freios de carbono, acionamento do câmbio por borboletas no volante, entre outros equipamentos e recursos de última ponta. Ou seja, em nenhum outro lugar um aspirante à F1 encontraria carros tão semelhantes em visual, tecnologia e desempenho.

Os carros da GP2 chegam a 200 km/h em apenas 6,7 segundos e desenvolvem a máxima de 320 km/h. Além disso, o amplo programa de desenvolvimento a que estes monopostos foram submetidos os tornaram não apenas velozes como também resistentes e confiáveis.

Seja o profissional um piloto, engenheiro ou mecânico, atualmente não existe melhor categoria de aperfeiçoamento para se chegar à F-1 do que a GP2. As possibilidades de alteração nos acertos dos carros são praticamente ilimitadas - isso sem falar nos materiais sofisticados que podem ser explorados. Os bólidos também passarão por evoluções a cada nova temporada, visando garantir ganhos de performance e novos desafios para quem trabalha com eles.

A GP2 é a primeira categoria automobilística do mundo a ser constituída em torno de um projeto estratégico. Todas as equipes terão acesso a peças com custos reduzidos, um "hospitality center" comum (receptivo para convidados na pista) e um abrangente programa de comunicação voltado para o público e a imprensa, em um esforço para reduzir custos e fazer com que cada time possa concentrar-se em sua tarefa principal - disputar as corridas.

Embora a GP2 tenha sido concebida com foco na performance, no baixo custo e nos vários aspectos de um bom show, a segurança sempre foi - e continuará sendo - prioridade para seus organizadores. Por isso, o bólido de GP2 foi submetido aos rigorosos testes de resistência e segurança que a FIA impõe aos carros de Fórmula 1 anualmente. Além disso, será obrigatório que todos os pilotos utilizem o HANS (sigla de Head And Neck Support, ou suporte para cabeça e pescoço), dispositivo que já salvou muitas vidas no automobilismo mundial e que já foi adotado pela Fórmula 1.

GP2 - Informações Técnicas

Chassi - Dallara, fibra de carbono, efeito solo, peso de 585 kg, construído de acordo com os padrões de segurança de F-1 da FIA

Motor - Renault V8, 580 cv, acionamento tipo fly-by-wire (sem fios), revisão a cada 4.500 km

Câmbio - Seis velocidade, semiautomático, comando por borboletas instaladas atrás do volante

Pneus - Bridgestone Potenza, com sulcos, nas especificações da F-1

Freios - Discos e pastilhas de carbono

Aceleração - 0-100 km/h em 2,95 segundos; 0-200 km/h em 6,7 segundos

Máximas - Velocidade (320 km/h); Aceleração lateral (3,2 g), Frenagem (3,3 g)

 

 
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