Dario Franchitti
Dario Franchitti, da equipe Andretti Green, vencedor das 500 Milhas de Indianápolis este ano, falou com exclusividade ao SuperLicença.
SuperLicença - Você não escondeu sua surpresa ao vencer a prova. Durante a corrida, em algum momento você pensou que isso poderia acontecer? Dario Franchitti - Eu fiquei realmente surpreso com a vitória. Tive alguns problemas durante a primeira parte da corrida, o carro saía muito de frente. Tivemos que trabalhar nos pit stops para deixá-lo cada vez melhor. No final, já estava feliz com ele. Mas confesso que achei que o Tony (Kanaan) iria vencer.
SL - Quando a corrida foi interrompida, o que se passou pela sua cabeça? DF - Quando a prova foi interrompida, olhei para o Tony, vi que outros meus dois companheiros de equipe estavam em segundo e terceiro (Marco Andretti e Danica Patrick). O cenário estava muito bom para nós, mas havia um lado egoísta dentro de mim que queria voltar a correr porque eu sabia que podia tentar algo. Quando a corrida recomeçou, tive um furo no pneu e fui obrigado a fazer uma parada não programada, que acabou me deixando na liderança no momento certo. Não era nossa intenção parar àquela hora, foi apenas uma questão de segurança. Na hora, fiquei chateado, mas agora estou muito feliz por isso ter acontecido.
SL - Para você, o fato da Andretti Green ter 5 carros na pista foi o diferencial para a equipe vencer a prova? DF - Se a corrida tivesse acabado na volta 113, o resultado teria sido muito bom também. Esta equipe trabalhou muito por isso, os engenheiros, mecânicos, para deixar estes carros rápidos e fazer a diferença. A maneira como os cinco pilotos e as cinco equipes de engenheiros trabalharam juntas é impressionante. Tenho muito orgulho de fazer parte disso. Qualquer um dos cinco carros poderia ter vencido. Claro, houve sorte no meio, mas isso não diminui o que conseguimos. Este é o trabalho que essa equipe faz: coloca cinco carros na pista capazes de vencer.
SL - Como é ser o segundo piloto escocês a vencer esta prova, após Jim Clark há 42 anos atrás? DF - Essa foi uma das razões que eu fiquei chateado por não vencer em 2005. Eu estava muito chateado porque fazia 40 anos desde que Jimmy Clark venceu. Jackie Stewart havia vindo assistir a corrida, meu antigo chefe, obviamente um dos meus heróis. Mas não deu certo daquela vez. Foi muito bom agora. Acho que ele é um herói para todo piloto escocês e um dos melhores que o mundo já teve.
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