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Nelsinho Piquet falou com exclusividade ao SuperLicença (20/10)

O SuperLicença conversou com exclusividade com o piloto Nelson Ângelo Piquet, da equipe Piquet Sports, campeão da temporada de 2002 da Fórmula 3 Sudamericana. Nelsinho falou sobre a conquista do campeonato, a temporada deste ano, seu futuro na Europa e também sobre as duras críticas que recebeu este ano.

SuperLicença - Como você se sente sendo campeão da Fórmula 3 com a antecedência de quatro provas?
Nelsinho Piquet - Eu estou feliz, foi um trabalho longo durante esse ano e o ano passado e com esse resultado pretendo chegar onde eu quero chegar. Eu acho que vamos continuar ganhando corridas esse ano, até acabar o campeonato e vamos continuar trabalhando. Eu aprendi muito esse ano, ainda estou aprendendo, todo mundo está de parabéns.

SL - Como você avalia esta temporada, considerando todos os recordes conquistados?
NP - Foi um ano bom, os recordes foram conseqüências, como eu disse, o resultado, os recordes, o campeonato, foi todo o resultado do nosso trabalho que tivemos no ano passado, o acerto do carro, nosso investimento, nossa dedicação, dedicação dos mecânicos. Então, eu estou muito contente, eu acho que eu ainda vou ter vários recordes, se Deus quiser, nós vamos ter vários recordes ainda e agora o campeonato.

SL - Como é carregar um sobrenome tão tradicional no automobilismo brasileiro? Você sente alguma pressão por causa disso?
NP - Às vezes sinto. Sou muito visado, qualquer coisa que eu faço, eu estou sempre sendo cobrado. Cobrado eu não diria, mas sendo advertido. Mas isso é normal.

SL - Já compararam você com seu pai?
NP - Já, sempre perguntam se eu vou ser melhor que ele, esse tipo de coisa. Normal. Eu ainda vou provar que eu sou bom que nem ele, que nem ele foi. E vou conseguir chegar aonde eu quero chegar.

SL - Quais as maiores dificuldades que você acredita que irá enfrentar na Europa no próximo ano?
NP - Vou enfrentar muita coisa. Vou ter que morar sozinho em um país diferente (Inglaterra), com gente diferente, com clima diferente, com uma cultura diferente. E lá vou ter que ralar muito, não sei. Eu nunca fui lá para saber, mas vai ser uma mudança radical para mim. Fora o que eu vou ter que aprender em pista nova, em carro novo, em equipe nova. Vai ser uma virada na minha vida.

SL - O que você tem a dizer às pessoas que fizeram duras críticas e que tentaram diminuir o peso das suas conquistas durante todo o ano?
NP - Está aí o meu resultado, do nosso trabalho. Se tudo fosse verdade, eles teriam provas, eles poderiam fazer mais. Mas como fizeram isso da boca pra fora, ficou só nisso. Eu não me meto muito nessas provocações, nessas intriguinhas que muitas pessoas fazem. Minha parte é pilotar e ganhar corrida.

 

 
ENTREVISTA EXCLUSIVA

Giorgio Pantano, atual líder da Fórmula GP2


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