Confira a entrevista exclusiva feita com os campeões da Fórmula 3 Sul-Americana
Sergio Sanderson
Danilo Dirani e Rodrigo Ribeiro
Danilo Dirani foi campeão de Fórmula 3 Sul-Americana com 13 vitórias e 12 poles.
Rodrigo Ribeiro foi campeão de Fórmula 3 Sul-Americana Light com 10 vitórias e 11 poles.
1 - Como você se sente sendo campeão da Fórmula 3 com a antecedência de três provas, no caso do Danilo, e duas provas, no caso do Rodrigo? Danilo Dirani - Ainda não caiu a ficha direito, mas sei que é um título que sempre foi muito desejado por mim, e vou continuar nesse ritmo para crescer mais e mais, para poder alcançar meu objetivo maior. Rodrigo Ribeiro - É a primeira vez que sinto o gosto de ser campeão e é muito legal, estou muito feliz. Com duas etapas de antecipação mais ainda. Não esperava ser campeão no meu segundo ano de carreira. Isso mostrou o quanto minha equipe foi competente em pegar um piloto sem experiência e sem passado e transformar em um campeão. Devo esse título à equipe.
2 - Qual o balanço que você faz desta temporada? DD - Foi um ótimo ano para mim. Com certeza não esperava ter resultados tão bons, podendo vencer 13 das 16 corridas, fazendo todas as melhores voltas e quebrando o recorde de 7 pistas. Então foi uma ótima temporada, onde aprendi bastante sobre o carro de F3, mas estou muito feliz com o ano que tive e espero manter esse desenvolvimento. RR - O início do campeonato foi muito bom, tinham muitos carros e as corridas eram mais divertidas. Só que só eu e o (Daniel) Lancaster praticamente ganhamos corridas e o pessoal começou a ficar desacreditado. No final, tinham poucos carros e eu e o Lancaster brigamos pelo título. Uma pena porque essa é uma categoria que tem carros aonde andaram grandes campeões, como João Paulo, Ricardo Zonta etc...
3 - Qual foi a melhor corrida da temporada? DD - Foi a (segunda) etapa de Oberá, onde larguei em 2° e caí para 3° na largada. Mas lá é quase impossível de ultrapassar, mas QUASE. Meu carro estava muito bem acertado para a corrida e fui estudando os adversários até aproveitar minhas únicas oportunidades de ultrapassar. A começar na 1ª volta, onde fiz um ultrapassagem arriscada, mas fui para 2°, e depois ao chegar no líder, ter concentração e aguardar a melhor oportunidade para tomar a liderança e vencer. Com certeza foi a melhor na temporada. RR - As duas que ganhei no Rio, porque é a minha casa, e a segunda de Cascavel, onde conquistei o título, batem roda. Só não foi melhor porque fui prejudicado na largada e o Lancaster pulou na frente. Pra garantir o título, bastava chegar. Foi chato ficar escoltando o Lancaster até o final da corrida, porque, mesmo mais rápido, o que interessava era o título.
4 - E a pior? DD - Foi a (segunda) etapa de Campo Grande onde tinha ótimas chances de vencer a corrida. Meu carro estava muito bom, mas me envolvi em incidentes durante a corrida e ainda fui penalizado. Foi bem frustrante e com certeza tinha boas chances de vencer. RR - Com certeza a primeira corrida de Curitiba. Logo na largada aconteceu a infelicidade da homocinética quebrar e eu fiquei por ali. Ver corrida dos boxes não me agrada muito.
5 - Quais os planos para 2004? DD - Pretendo ir para a Europa, mas ainda não tenho nada certo. No automobilismo as coisas mudam bastante, então ainda não sei ao certo o que vou fazer. Sei que vou, mas ainda nada certo. Então quando estiver fechado em alguma equipe de alguma categoria eu avisarei. RR - Isso é segredo!!!rs Não, posso falar que tenho vontade de andar de F3 "A". Já fiz uns testes e achei bem legal, mas ainda tenho uns testes na Europa de uma categoria bem legal que testei ano passado também. Gosto mesmo é de cavalaria forte. Tenho algumas opções e nada ainda muito definido, o mais perto seria a F3 "A".
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