Confira entrevista exclusiva feita com Amir Nasr
Sergio Sanderson
Amir Nasr se prepara para estrear uma nova equipe no Campeonato Brasileiro de Stock Car. Para isto, ele teve que abrir mão da Fórmula Renault. Em uma entrevista exclusiva para o SuperLicença, Amir fala um pouco sobre o novo projeto.
1 - Por que você resolveu montar uma equipe na Stock Car? Amir Nasr - Na verdade é um sonho antigo, mas, nesse momento, tivemos pressão dos nossos patrocinadores e não podíamos mais adiar.
2 - E os pilotos, já estão decididos? AN - Sim. Os Pilotos serão o Vitor Meira e o Adalberto Jardim.
3 - Qual foi o critério para a escolha deles? AN - A decisão foi puramente técnica. O Vitor, além de um talento e experiência comprovada, tem uma relação antiga com a Amir Nasr Racing (o piloto foi campeão de Fórmula 3 Sul-Americana em 2000 pela equipe). O Adalberto, além das habilidades técnicas, tem a vantagem de estar a muito tempo na categoria, inclusive já venceu 14 corridas.
4 - Você é um dos nomes de mais respeito no automobilismo brasileiro. Em quê você acha que o fato de montar uma equipe na Stock Car poderá contribuir para a categoria? AN - Acho que vamos somar dentro da categoria. Iremos levar um jeito diferente de trabalhar, mas nem por isso mais eficiente que as outras equipes. A Stock hoje tem vários nomes em que tenho não só respeito como admiração. Acho muito difícil competir contra o Afonso Giaffone, Amadeu Rodrigues, Andreas Matheis, Elio Seikel, Ereneu Boettger, Jorginho de Freitas, Mauro Vogel, Paulo de Tarso e o Washington Bezerra. Na verdade, gostaria de estar do lado deles.
5 - Você tem interesse em correr na Ligth também? AN - Não. No momento, seria muito difícil, já que temos outras atividades e seria impossível estrear em duas categorias ao mesmo tempo. Quem sabe no futuro.
6 - Você pretende continuar na Fórmula 3 em 2004? E na Fórmula Renault? AN - Na Fórmula 3 sim. Acredito muito na F3 e, principalmente, na importância que ela tem na formação dos pilotos sul-americanos. Seria difícil para nós continuarmos nas duas, tivemos que abrir mão de uma e optamos pela Fórmula Renault porque é a que temos menos ligação. A F3 tem mais tecnologia, é onde você fica mais atualizado com o que vem de lá de fora, da Europa. É um degrau muito importante para quem vem do Kart, o carro é mais completo, tem mais aerodinâmica, mais mecânica. Nós nunca vamos abandonar a categoria. Se saíssemos dela, ia ser uma perda muito grande para nós. Ficou difícil continuar na F-Renault porque, infelizmente, tínhamos que abrir mão de uma das categorias para entrar na Stock Car, como falei antes. Mas ela é uma categoria importante, tem que continuar, ela está no início, tem muita coisa para acontecer com ela ainda. Eu acredito muito no trabalho do Pedro (Paulo Diniz). Mas nós podemos voltar para ela quando pudermos manter uma estrutura melhor, porque fica difícil treinar mecânicos, montar os carros. Pode ser uma saída temporária.
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