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Será que estamos na jogada? (17/03/07)
Amigos leitores superlicenciados, é com alegria que volto a escrever as minhas memórias, já há quase 5 anos para este site, onde pude viajar de forma imaginativa por vários anos passados e ocasiões, até em coisas que não vivi.
Estou, assim como muitos, na expectativa do que virá na temporada 2007, e ver realmente se como torcedores de um piloto brasileiro, estaremos na jogada em busca de um título que não vem desde 1991. A expressão de "estamos na jogada" eu ouvi de Edgard Melo Filho, quando o jornalista comentava Fórmula 1 no ano 2000 pela Rádio Globo, assim que Rubens Barrichello assumia o posto de piloto da Ferrari ao lado de Michael Schumacher. Edgard tinha essa esperança, mas como todos nós, se viu em um ledo engano.
Agora em 2007, após encerrar 2006 com vitória e de maneira competente em 3º lugar no campeonato, Felipe Massa desponta como um dos favoritos ao título na opinião, vejam só, do bicampeão Fernando Alonso e de muitos outros observadores de Fórmula 1. Até o Bernie Eclestone deu seus pitacos a favor do brasileiro.
Desde os anos 80 e idos dos anos 90 que a Ferrari é campeã de testes de inverno. Ouço isso desde os tempos em que Prost e Mansell se juntaram na equipe vermelha ou até nos tempos de Berger e Alboreto, ou de Prost e Alesi (quanto tempo). Neste ano de 2007 não foi diferente, com Felipe Massa sendo mais rápido que o seu novo companheiro Kimi "Walker" Raikkonen.
Já nas expectativas brasileiras que o passado dava, lembro que em 1990, Piquet vencia no Japão e Austrália. O mesmo fez Senna em 93. Em 1991, a Benetton de Piquet lhe rendeu apenas uma vitória, porém Senna finalizou o ano com o último título visto pelo Brasil na Fórmula 1. Já em 1994, um jornal de São Paulo publicou a foto de Senna segurando seu capacete ao lado da Williams azul ao qual pretendia ser campeão naquele ano com a manchete "Campeonato de um Piloto só", o que não foi bem o que aconteceu como o jornal e a torcida brasileira sonhavam.
Longe de achar que Massa dê essa expectativa de favoritismo gigante, parece (eu disse parece) que o nosso brasileiro ferrarista da vez vem com mais chances e com expectativas de proporcionar o que Senna não conseguiu em 1994, e o que Rubens não proporcionou em 2000, achando que poderia pleitear algo sob o mesmo teto do alemão hepta.
Acho que estamos na jogada sem o alemão por perto e com uma nova era de pilotos sem quilometragem de corridas na Fórmula 1, como Hamilton na McLaren e Kovalainen na Renault. Mas, como diria o ditado "o seguro morreu de velho", ainda mais lembrando que terminar o ano no auge não é sinônimo de sucesso no seguinte. Vide a própria Ferrari do Berger em 1987, que ganhou em Suzuka e Adelaide, mas em 1988 foi uma mera ilusão com uma única vitória em Monza. Sem falar 2005, onde a Renault de Alonso deus as cartas após soberania da mesma equipe vermelha de 2004. Por falar nele, todo cuidado é pouco com o espanhol, agora sob a tutela da sempre temida McLaren do frio seu Ron Dennis.
Bem vindos a Fórmula 1 em 2007, e que realmente seja um ano que fique bem guardado com boas memórias para contar e escrever daqui alguns. Abraços a todos, Guilherme Henrique Salviano
Guilherme Henrique Salviano, 30 anos, mora em São Paulo e é fã de automobilismo desde infância, graças aos duelos de Nelson Piquet e Carlos Reutman, colecionando fotos, artigos, acompanhando e admirando a história da Fórmula 1 e outras grandes competições do esporte. A coluna é publicada todo sábado nos fins de semana de corrida de Fórmula 1.
guilherme@superlicenca.com.br
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1 | L. Hamilton | 98 | | 2 | F. Massa | 97 | 3 | K. Raikkonen | 75 | 4 | R. Kubica | 75 | 5 | F. Alonso | 61 |
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| 1 | Ferrari | 172 | | 2 | McLaren | 151 | 3 | BMW Sauber | 135 | 4 | Renault | 80 | 5 | Toyota | 56 |
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07 | Lewis Hamilton | 11 | Adrian Sutil | 11 | Kazuki Nakajima | 14 | Giancarlo Fisichella | 25 | Luca Badoer |
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