Lamentamos o problema mecânico em Londrina (26/08/04) Caros amigos,
Naveguei por alguns sites que tratam da Fórmula Truck e penso que a emissão de excesso de fumaça é um dos principais inimigos de todas as equipes na categoria, principalmente porque o rigor com este item é forte. Lendo o livro de visitas do site do Fogaça, vi um comentário interessante: "NÃO SE PODE JULGAR O QUE NÃO SE PODE MEDIR". Achei muito interessante a colocação. Não é segredo para ninguém que a fumaça é medida no "olhômetro", portanto já que não se pode obter um meio confiável de medir, então, deve-se seguir o ditado: "não tem mulher mais ou menos grávida, ou ela está ou não está!!!". Traduzindo, ou tem ou não tem fumaça, não tem essa de retomada, de curva ou de reta - OU TEM OU NÃO TEM E FIM DE PAPO.
Agora vou dizer, "tem que ser corajoso" e não pouco, para tirar quem quer que seja. E não é isso que tenho visto. Como já disse antes, esse assunto é muito polêmico, você vai achar quem concorde, e vai achar quem não concorde comigo. Paciência, está é minha opinião pessoal.
Vocês se lembram de minha previsão para o pódio em Londrina, acertei não é??? Claro que eu gostaria de ter nosso piloto lá, aliás, os dois. No caso do Totti, quis o destino que sua bomba injetora desse problema e fizesse o motor disparar, sobrecarregando o turbo, que em conseqüência ocorreu o defeito e veio a estourar já na quarta volta. Como o motor trabalhava em alto giro, a fumaça branca do óleo queimando não aparecia tanto. Mas, reparem com cuidado na filmagem que verão nas reduzidas ou trocas de marchas que uma fumaça branca irá aparecendo e aumentando. Quando recebeu a bandeirada da 12ª volta, onde se diminui o ritmo e conseqüentemente o giro do motor, a fumaça branca passou a ficar intensa e por diversas vezes o fogo começou e se apagou, percebe-se isto bem na câmera interna do caminhão.
Com a entrada do Pace Truck na volta nº 12, tentamos aproveitar o tempo para trocar o turbo, porém este não foi suficiente. Tentamos voltar mesmo com duas voltas perdidas, aliás, se é uma coisa que temos é senso de disputa. Um campeão se vê nas vitórias e também nas derrotas. Foi por esse motivo que retornamos, em respeito aos parceiros e aos milhares de torcedores que se fizeram presentes no autódromo. Mas a bomba continuou disparando e o risco de um acidente era muito grande, então resolvemos abandonar, por precaução.
A festa esteve muito bonita e, como de rotina, a LONDRINA TRUCK RACING foi eleita novamente a melhor equipe. Aliás, já sugerimos ao Aurélio que crie o troféu para a segunda melhor equipe porque, como já havíamos previsto em opiniões anteriores, a número 1 já é indiscutível. "Estou com problemas de espaço onde guardar tantos troféus". ;-) ha ha ha ha...
Porém, brincadeiras a parte, realmente não está tendo para ninguém e sem ostentação, funcionalidade pura. Parabéns ao Beto, ele mereceu, dividiu durante todo o tempo com o Totti o domínio dos treinos. Está rolando uma discussão sobre a desclassificação ou não do Beto por supostamente estar utilizando um recurso que estaria fora do regulamento. Eu, particularmente, penso que não está, em minha opinião pessoal, agora, sabe como são estas coisas... Uma coisa posso assegurar, o caminhão não fica em nada mais rápido pelo uso do espaçador na roda dianteira se está dentro da medida regulamentar. Agora, como digo sempre - esta é minha opinião.
Bom, vamos nos falando! Fiquem com Deus Ernesto Gardenal
Ernesto Pívaro, o Gardenal, estreou em 1998 na Speed e foi campeão. Em 1999 e 2000, disputou e foi campeão no Paranaense de Turismo. Estreou na Fórmula Truck em 2001. Montou a equipe Londrina Truck Racing, empresa constituída, com sede própria, que tem o apoio da Fundação de Esporte da cidade.
gardenal@superlicenca.com.br
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