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FÓRMULA 1 1989 - McLaren: A grande sacanagem


A estréia de Ayrton Senna com o Mclaren número 1 de 1989 não passou da primeira curva do circuito de Jacarepaguá. Embora tenha saído na pole position no primeiro GP do ano, no Brasil, Ayrton envolveu-se em um acidente com Gerhard Berger (Ferrari) e Ricardo Patrese (Williams). Uma colisão controversa, onde Senna fechou o italiano, que fechou o austríaco. A culpa foi atribuída a Ayrton pela imprensa. "Não notei que Berger vinha por dentro. Aconteceu, o que posso fazer?", desculpou-se. O carro estava bem equilibrado, e Senna tinha todas as condições de vencer pela primeira vez em casa - um velho sonho. A vitória mesmo ficou com o leão Nigel Mansell, que deu um show em sua estréia pela Ferrari. Ultrapassou Alain Prost por duas vezes e mostrou que poderia acabar com o monopólio da Mclaren. O público brasileiro, decepcionado - Nelson Piquet também abandonou - vibrou mesmo com Maurício Gugelmin, que levou seu March a um histórico 3º lugar.

Ímola (2ª etapa) foi o palco da primeira vitória de Ayrton em 89, mas também viu um dos momentos que definiram o campeonato. No ano anterior, Prost e Senna estabeleceram um acordo: devido a supremacia sobre os demais, eles não disputariam a liderança nos primeiros momentos da prova. Quando não houvessem outros adversários, aí sim ambos podiam disputar efetivamente a primeira posição. Em San Marino, Senna marcou a pole e largou bem, seguido de perto por Prost. Porém, houve um grave acidente de Berger na curva Tamburello e a prova teve uma segunda largada. Nesta, Senna "traiu" o combinado: Prost pulou na frente, mas Ayrton o ultrapassou na segunda curva e partiu para a vitória. Foi a gota d'água para Alain e a partir daquele dia a F1 viraria de pernas para o ar.

"Desde 1984, quando fui para a Mclaren, sempre houve respeito aos acordos de corrida. Senna quebrou-os em Imola. Agora eu o conheço melhor. Ele foi desonesto", Prost chegou disparando para todos os lados em Mônaco (3ª etapa). Mas teve que engolir a perfeição de Ayrton no Principado. Nos treino, o brasileiro marcou a pole, com direito a recorde do circuito, e venceu a prova com quase um minuto de vantagem para Alain. A resposta estava dada.

No México (4ª etapa), novamente houve duas largadas e Senna foi - novamente - soberano. Sai na pole e não perdeu o comando da prova. Viu ainda Prost não completar a corrida. A essa altura da temporada, Ayrton havia vencido 3 provas em 4 disputadas e dominava a classificação. Alain estava muito atrás nos pontos. Porém, na 44ª das 75 voltas no GP dos EUA, Detroit (5ª etapa), o Honda do brasileiro o deixou a pé e abriu o caminho para a primeira vitória do francês em 89. Prost, finalmente, renascia no campeonato.

Montreal, no Canadá, viu um das raras derrotas de Senna na chuva, durante a 6ª etapa da temporada. Um novo problema no motor a apenas 3 voltas do final fez com que cedesse a vitória ao amigo Thierry Boutsen (Williams). A prova foi atípica e bastante complicada, com sol e chuva. "Foi a corrida que senti mais medo em minha vida", disse após parar. Só o abandono de Prost (que foi o pole) e a vitória do belga deixaram o brasileiro mais tranqüilo.

Gugelmin roubou a cena do GP da França, 7ª etapa. O brasileiro teve um espetacular acidente na largada, onde literalmente voou sobre outros carros no grid. Nada sofreu e ainda marcou a melhor volta da prova - sua única na F1 - na segunda parte da corrida. Melhor ainda foi Prost, que venceu em casa. Senna nem relargou, vítima de um problema no câmbio. Era o terceiro abandono seguido, contrastando com o crescimento de Alain, que reagiu com duas vitórias e duas poles nas corridas que Ayrton abandonara. Algo que se repetiria em Silverstone, na 8ª etapa. Não resistiu a pressão do endiabrado Mansell e rodou logo na 11ª volta. O leão assumiu a ponta, mas um pneu furado em sua Ferrari deu a vitória a Prost - mais uma vez.

Já em Hockenheim, Alemanha (9ª etapa), Ayrton renasceria no campeonato. Após quatro provas, voltou a vencer e com uma ultrapassagem sobre Prost na penúltima volta. Porém, esse seria um fim de semana triste para Senna. Morria, em São Paulo, seu empresário e amigo Armando Botelho. Armando acompanhava o piloto desde 1982, quando foi criada a AS Produções e Empreendimentos, para gerenciar a carreira de Ayrton. Armando tornou-se uma espécie de "pára-raios" de Senna e seu companheirismo e dedicação eram impressionantes. Após saber da notícia, trancou-se no motorhome e chorou a perda do amigo.

Ricardo Patrese (Williams) quebrou a seqüência das poles das McLarens na Hungria (10ª etapa). Mas o show foi de Mansell, que partiu do 12º para uma brilhante vitória. Inclusive, com direito a uma bela ultrapassagem sobre Senna, aproveitando-se da demora do brasileiro em passar Stefan Johansson (Onix). O leão, de quebra, acabou com a "invencibilidade" de Ayrton, que não era ultrapassado por ninguém em pista desde 1987. Para o brasileiro, restou um razoável segundo lugar. Mas voltou a vencer - e com muita competência - em Spa-Francorchamps, 11ª etapa. De ponta a ponta, não deu nenhuma chance sequer a Prost, o 2º.

O francês anunciou sua ida para a Ferrari em 1990, aceitando a oferta que Senna recusara. Era a 12ª etapa, no santuário de Monza. E para delírio dos tifosi, Ayrton teve o motor estourado a poucas voltas do fim e a vitória ficou com Prost. Já em Estoril, na 13ª etapa, a F1 veria novamente uma das maiores loucuras de Nigel Mansell. Berger liderava e o inglês estava em segundo, à frente de Senna. No pit stop, a Ferrari errou e um pneu foi trocado fora do espaço regulamentar. O leão voltou em terceiro, mas logo foi desclassificado. Furioso, Nigel não aceitou a punição e permaneceu na pista. Em seguida, tentou ultrapassar Ayrton no fim da reta dos boxes e, sem a mínima chance de conseguir a manobra, acertou violentamente a traseira de Senna e ambos abandonaram. Um fato que foi decisivo para o desfecho da temporada, a duas prova dali. Berger venceu o GP português, e Prost, tranqüilo, foi o segundo.

Senna reencontrou a vitória em Jerez de la Fronteira, Espanha (14ª etapa). Foi pole position, fez a melhor volta e venceu de ponta a ponta. Berger terminou em segundo, à frente de Prost. Novamente, Ayrton e Alain iriam para Suzuka decidir quem seria o campeão da temporada. As posições de 88 estavam invertidas: agora, era Senna quem precisava vencer as 2 últimas etapas (no Japão e em Adelaide). Para Prost, bastava que o brasileiro não vencesse ambas.

E aquele 22 de outubro de 1989 entraria para a história e dificilmente será esquecido pelos amantes da F1. Ayrton Senna e Alain Prost travaram um belíssimo duelo pela liderança e provaram ao mundo todo o talento e a habilidade que possuíam. Mas o espetáculo teve um fim trágico e arranjado.

Senna partiu na pole, mas na largada o francês roubou-lhe a ponta e manteve uma diferença de cerca de 5 segundos até a parada nos boxes, na 21ª volta. Após seu pit stop, Senna voltou decidido e baixou a diferença para 1,8 segundos. Na 47ª volta, a seis do final, Ayrton decidiu ir para o tudo ou nada. Na reta que leva à chicane antes da reta de chegada, Senna se aproximou e colocou o carro para efetuar a ultrapassagem na primeira perna da chicane. Prost, no melhor lado para iniciar a curva, sentiu a presença e a quase inevitabilidade da passagem de Ayrton e, quase imperceptivelmente, guinou seu volante para a direita e chocou-se com Senna. Ambos ficaram em uma área de escape, e Alain saiu calmamente do carro. Ayrton pedia desesperadamente para os fiscais empurrarem seu carro, que, embora danificado, precisava apenas de um tranco para voltar a funcionar. Malandramente, Prost deixou sua Mclaren engatada, dificultando sua retirada e atrasando ainda mais Senna. Em seguida, os fiscais ajudaram Ayrton e a sua Mclaren voltou a roncar. Voltou à pista por uma escapatória, e não pelo traçado original. Inspiradíssimo e magnífico, voltou as boxes, trocou o bico danificado, e, de volta à pista, ultrapassou Alessandro Nanini (Benetton) no mesmo ponto e venceu brilhantemente. Enquanto isso, Prost e Jean Marie Balestre, presidente da FIA - ambos franceses e amigos - reuniram-se na torre de controle. Após a chegada, Senna foi informado de sua desclassificação. A alegação era o uso de uma área de escape para voltar a pista, e não de seu traçado original - mas como Senna bem frisou depois, era impossível voltar ao traçado original, pois colocaria seu Mclaren em uma posição de grande perigo para quem vinha contornando a chicane. Após ser chamado à torre, onde foi oficialmente informado de sua irregularidade, Senna voltou ao motorhome, onde Prost lhe falou "que sentiu muito por ter acabado assim". Ayrton foi ríspido e Ron Dennis logo tirou o francês do local, pois sentiu que o clima estava muito pesado.

Balestre iniciou aí uma guerra de egos sem precedentes na categoria, punindo Senna e o suspendo da F1 de 1990. Só voltaria se pagasse uma multa de 100 mil dólares e se retratasse - publicamente - a FIA, a qual afirmou que interferiu no resultado final da temporada de 1989. Prost levou o tri campeonato e as discussões só terminaram no ano seguinte.

A temporada se encerrou melancolicamente em Adelaide. Debaixo de uma intensa chuva, Senna partiu da pole position. Porém, cometeu um erro logo no início da prova e abandonou. A vitória ficou com Boutsen, mas os vencedores da temporada de 1989 foram Alain Prost e Jean Marie Balestre.

1989 - McLaren/Honda
6 Vitórias em São Marino, Mônaco, México, Alemanha, Bélgica e Espanha
1 segundo lugar na Hungria
13 Poles Positions
3 Voltas mais Rápidas
16 Grande-Prêmios
Vice-Campeão do Mundo com 60 pontos

 

 
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