Brasília... (24/10/03) Amigos autonautas, nunca vi calor assim!!
Mesmo morando aqui no fim do mundo (Goiânia), Brasília estava inacreditável!
Como rege o regulamento (e eu já expliquei isto aqui), saímos para os treinos livres com os pneus da corrida anterior (Rio). Mais uma vez um suplício: como se pode acertar um carro, em uma pista com média de 180 km/h, com pneus de 70 voltas? Esta era a condição dos meus melhores pneus!! As coisas começaram complicadas com um agravante: 4 curvas (2 de média e 2 de alta). Todas para o mesmo lado (direito)!
Largando em 25º (uma das minhas piores posições), consegui ganhar 5 posições na 1ª volta, passando na linha em 20º. Até então, o carro se comportava bem. Mas quando se anda em um circuito de poucas curvas, a tendência é de que os carros não se distanciem muito. Portanto, a condição de pilotagem é de vácuo o tempo todo. Nesta condição, os freios superaquecem muito mais rápido. Na 8ª volta, a eficiência dos meus freios era de mais ou menos 40 %. E sempre tem que se prestar atenção no "peixe e no gato". Se você demorar muito a ultrapassar os concorrentes, fatalmente vai ser ultrapassado por alguém.
Na 10ª passagem, eu estava na 18ª colocação, quando vi minhas chances de pontuar escaparem de minhas mãos como areia fina: o câmbio mais uma vez me deixou na mão: perdi a 5ª marcha.
Como sempre acompanho todas as revisões do carro após os treinos, constatei que o problema era provavelmente de fadiga de material, pois as engrenagens eram todas novas e reguladas. Eu mesmo vi a instalação.
De resto, tenho a dizer aos amigos que alguma coisa boa aconteceu neste final de semana: com esta quebra, vou para a próxima etapa de Curitiba com pneus bem melhores que os concorrentes. Espero desta vez conseguir acertar o carro sem adivinhações. Afinal, conheço bem Curitiba. E o traçado vai ser o anel externo... Gosto muito desta pista. Tenho a volta mais rápida do circuito, de Stock Light (Ômega), registrada na 2ª etapa em 2002, durante a corrida.
Autonautas; espero na próxima coluna saudar vocês com um resultado mais significativo. Afinal, estou precisando. Não seria nada mal terminar o campeonato de 2003 com um ótimo resultado. Este é o meu objetivo.
Abraços a todos, e até Curitiba. Giuseppe Vecci
PS: Parabéns pelo trabalho do preparador Mauro Vogel. Colocou os dois carros entre os cinco no grid. E o Andrezinho fez um trabalho excepcional! Giuseppe Vecci, 29 anos, mora em Goiânia e faz sua estréia na Stock Car V8, pela equipe Massageol/Hot Car, após ter disputado a Stock Car Light em 2002. stockcar@superlicenca.com.br
|