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Etapa de Interlagos (21/07/03) 

Olá amigos do SuperLicença,

A partir de hoje estarei contando aqui um pouco sobre meu aprendizado na Fórmula 3 Sul-Americana. Obrigado às meninas, pelo convite, e a todos que estão na torcida.

Sabia que a corrida da Fórmula 3 Sul-Americana em Interlagos seria difícil, com certeza a mais complicada desde a primeira, em Campo Grande. Durante a pré-temporada treinei muito pouco em Interlagos. Mas quando eu falo pouco é coisa de três ou quatro testes apenas. Nada demais.

Essa pista paulistana é muito cheia de segredos, manhas, e não é por menos que a Fórmula 1 corre em Interlagos e muitos pilotos consideram uma das pistas mais seletivas do mundo. Bom, entrei com o espírito de aprender nessa rodada dupla da Fórmula 3, em São Paulo.

O primeiro treino, na sexta-feira, já começou bem duro. A pista estava muito escorregadia, difícil de guiar. Mas por incrível que pareça, o primeiro treino foi o melhor para mim, em termos de resultado. Terminei com o quarto tempo, com a pista bastante molhada. Fiquei contente com isso.

Mas foi só a pista secar para eu perceber que não seria fácil permanecer entre os cinco primeiros durante o resto do fim de semana. Com a pista seca, percebi que nosso motor não estava rendendo o quanto a nossa equipe, a equipe Medley Genéricos, esperava. Já havia sentido isso na Argentina.

As duas classificações foram distintas para mim. Com a pista mais molhada, consegui o quinto lugar no grid, o que estava dentro das minhas expectativas. O problema veio com a pista seca e marquei o nono lugar para a corrida de domingo. Nos dois treinos, o motor falhou na subida que leva à reta dos boxes.

Na corrida do sábado, a 7.ª etapa, larguei bem, consegui me manter na frente e logo no início da corrida, quando vi, estava liderando. O Di Grassi e o Dirani acabaram batendo e a primeira posição sobrou pra mim. Algumas voltas depois, na 12.ª, minha corrida acabou. No 'Bico de Pato' passei sobre uma poça de óleo e o carro escapou. Acabei fora da corrida.

Já no domingo (8.ª), sabia que a situação seria ainda mais difícil saindo do nono lugar. Em uma categoria equilibrada como a Fórmula 3, fica complicado vir de trás, passando todo mundo. Foi o que aconteceu, tive oportunidade para ganhar algumas posições, mas o motor não rendia. Colocava de lado para passar, mas não tinha jeito. Acabei em sétimo lugar.

Mas o bom de ter corrido em Interlagos é que isso faz parte do meu processo de aprendizado na Fórmula 3. A cada corrida eu aprendo alguma coisa mais, sempre tentando ao máximo evoluir trabalhando junto com a equipe. O negócio é tocar o barco para frente e aproveitar essas oportunidades para aprender. É isso que eu estou tentando fazer.

A próxima aula fica para Oberá, na Argentina, onde também não será nada fácil.

Um abraço
Xandinho

Xandinho Negrão, 17 anos, mora em Brasília, está fazendo sua primeira temporada na Fórmula 3 Sul-Americana pela equipe Medley Genéricos/Piquet Sports.

f3sudam@superlicenca.com.br

 

 
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