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A Preparação:

Flávia Mayrink
Box da NasrCastroneves em São Paulo
A preparação da viagem para um fim de semana de corrida começa, normalmente, uma semana antes, se o carro não tiver sofrido nenhuma batida na etapa anterior. A equipe já tem toda uma estrutura montada dentro dos caminhões, com as peças e equipamentos que serão utilizados no autódromo. Nada é tirado da sede da equipe, assim como nada é tirado do caminhão quando regressam de uma etapa. Só os carros são descarregados.

Na sede, em Brasília, as estruturas também são distintas, com boxes separados. "Nenhuma chave de fenda da Stock é usada na Fórmula 3", disse Cícero. Além disso, cada categoria tem seus próprios mecânicos e engenheiros. Apenas o Amir, Samir, Júnior (mecânico chefe do carro 41 na Stock) e Luigi (engenheiro da equipe) estão envolvidos em todas as categorias. Quando acontece das duas categorias correrem juntas, como foi o caso de algumas etapas da Fórmula 3 em 2004, viajam dois caminhões e todos os mecânicos (da F-3 e Stock Car).

Para a etapa em São Paulo, a equipe saiu de Brasília na quarta-feira (24/11) à noite, enfrentando cerca de 12 horas de viagem. No caminhão, viajam sempre o Carlão, motorista, e mais um funcionário da NasrCastroneves. O restante da equipe viaja de carro ou avião na quinta-feira à tarde.

São levados sempre 2 carros e 2 motores, às vezes mais 1 de reserva. E cada carro tem 1 câmbio de reserva.

A equipe chega sempre no autódromo cerca de 2 horas antes do primeiro treino livre. Pela manhã, os pilotos conversam com o Amir e seus engenheiros. Também são realizadas reuniões sempre após cada treino, onde são discutidas as mudanças feitas nos carros, se surtiram efeito, que melhorias trouxeram. "Na verdade, todos estão sempre conversando, o dia todo. Mas, após os treinos, os pilotos e engenheiros sentam para analisar os tempos e ver as mudanças que devem ser feitas", explicou Cícero.

Flávia Mayrink
Cicero Vazques e Hélio Castroneves
Já para deixar o autódromo, não tem hora. Tudo depende do volume de trabalho do dia. Em São Paulo, a NasrCastroneves deixou o autódromo de Interlagos todos os dias por volta das 21h. "Antes de sair, a equipe deixa tudo praticamente pronto para o dia seguinte. Então, quando chegam, é só funcionar o carro, não tem muita coisa pra fazer", continuou Cícero.

No final do dia, os pilotos e engenheiros fazem uma reunião para saber a reação dos carros. Depois que as mudanças são feitas, os carros são realinhados e passam novamente na balança. Ninguém mexe mais neles até o dia seguinte, e, então, eles são limpos e encerados.

Para jantar, ou a equipe vai até um restaurante ou come no autódromo mesmo. A comida é comprada na lanchonete ou alguém da própria equipe sai para comprar. Até 2003, a NasrCastroneves contava com a Carol, que ia em todas as etapas e cozinhava para todos.

 

 
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Giedo van der Garde, campeão da World Series by Renault em 2008


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