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João Vasconcelos |
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A 34ª edição das Mil Milhas Brasileiras foi marcada por um forte calor que castigou pilotos, equipamentos, imprensa e público presentes ao autódromo de Interlagos no último final de semana. A porva, que à partir de 2007 passa a ser válida para o calendário do FIA GT, este ano teve sua largada às 12h, mas o calor já se fazia sentir desde a manhã. Os pilotos Ricardo Dilser/Eduardo Prado/Fernando Rebellato seguiram confiantes para o grid de largada, já que sabiam que a constância do trio poderia lhes render bons dividendos. Foi exatamente isso que ocorreu. Na largada, o ZF de Paulo Bonifácio assumiu a ponta e, com quatro voltas completadas, já conseguiu chegar nos primeiros retardatários, mantendo um forte ritmo. Ao final da primeira hora de prova, a liderança já havia passado para o Aston Martin do francês Christophe Bouchut, seguido de perto pelo português Pedro Lamy (Mercedes DTM) e pelo ZF. Pouco atrás, apareciam o Corvette C5 de Paulo Gomes e os dois Saleem, de Franz Kornad e Antonio Hermann, organizador da prova. Eduardo Prado aparecia em quinto lugar na categoria P2, sendo o 22º no geral. Aos poucos, o trio ia ganhando posições e, passadas 3 horas de prova, a equipe já figurava em segundo na categoria e 15º no geral. Foi então que ocorreu o primeiro problema, com a alimentação falhando seguidamente. O carro foi para os boxes e a equipe detectou ar no sistema de injeção. Após 15 minutos, a equipe voltou à pista. Dilser assumira os comandos e os termômetros marcavam 34°C. Segundos os pilotos, a temperatura dentro dos cockpits passava dos 78°C. Solucionado o problema de alimentação, o Aldee continuava se recuperando e, com quatro horas de prova, novamente estava em segundo lugar. Perto de completar cinco horas de prova, Rebelatto cedeu o carro para Prado, mas logo o carro começou a falhar novamente. Desta vez, o problema foi no motor, que não resistiu ao calor excessivo e quebrou no miolo do circuito. "Foi realmente uma pena. Já estavamos em segundo na nossa categoria, e a seis voltas do carro do Beilstrein. Quando peguei o carro tinha 3 voltas de vantagem sobre a dupla que venceu (S. Ribas/ P. William), mas tudo bem isso faz parte da corrida, e ano que vem estamos de volta", disse Prado.
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