Tecnologia de informação na Fórmula 1
Um carro de Fórmula 1 em uma volta rápida é o resumo do trabalho do homem em perfeito sincronismo com a máquina, mas quando um piloto da categoria vai para a pista, ele não é o único a perceber cada aspecto do comportamento do carro.
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Toyota |
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Ralf Schumacher |
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Um carro de Fórmula 1 é mais do que homem e máquina - é homem, máquina e toda uma disposição de tecnologia de informação para dar aos engenheiros das equipes uma total idéia do que acontece na pista e, mais importante, o porquê.
Quando um carro, como o TF107 da Toyota, por exemplo, está na pista, cada movimento seu é gravado por cerca de 250 sensores que estão colocados em várias partes suas. A equipe recebe a informação de aproximadamente 1.300 diferentes parâmetros, desde os básicos, como a pressão dos pneus e a temperatura do motor, até as informações mais complexas de como se comportam a caixa de câmbio e o motor.
Mas, na Fórmula 1, tempo é sempre essencial, e se a equipe quer conseguir seus objetivos, seus engenheiros não podem esperar até o piloto retornar aos pits para conseguir informações vitais. Ao invés disso, elas chegam diretamente aos seus computadores via uma antena de wireless instalada no carro. Esta é uma ferramenta vital durante um treino classificatório ou uma corrida. Ela permite aos engenheiros especialistas monitorarem cada aspecto do carro e, se algum parâmetro muda, o engenheiro de corrida pode adaptar sua estratégia a qualquer instante. Cada detalhe decide uma corrida.
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Toyota |
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Equipe Toyota trabalha durante fim de semana de corrida |
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O engenheiro chefe de corrida e testes da Toyota, Dieter Gass, sabe da importância que a telemetria tem na Fórmula 1 moderna. "Os dados da telemetria são fundamentais para nós. Eles nos dão a chance de seguir, em tempo real, o que está acontecendo no carro para agirmos imediatamente, seja uma mudança de sistemas operada pelos pilotos no volante enquanto o carro está andando ou para preparar uma nova solução de acerto na garagem, antes do carro voltar para os pits. Como engenheiros, nós confiamos na telemetria para nos dar a idéia do status do carro mais detalhada do que um piloto pode nos dizer pelo rádio", comentou Gass.
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Margret Geisert, engenheira eletrônica da Toyota |
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Margret Geisert, engenheira eletrônica da Toyota, é uma das pessoas cujo trabalho é monitorar estes dados e manter o engenheiro de corrida atualizado com o que está acontecendo no carro. "Mesmo depois do carro ter ido embora, ainda precisamos checar e monitorar os dados", explica. "Queremos saber, por exemplo, o que o motor está fazendo quando o carro está em movimento. Se não temos telemetria, temos que esperar até o carro vir para os pits, quando podemos plugar nosso computador nele e fazer o download dos dados".
Os sensores e antena são menores o possível no carro, para que o desempenho não seja atrapalhado, mas, nos fundos da garagem, os bancos dos computadores, projetores e hardware de armazenamento da EMC, parceira técnica da equipe, são tudo, menos pequenos. A Toyota leva todos os equipamentos necessários para todos os circuitos e Dirk Hauschild, administrador de tecnologia de informação, é o homem que está no comando para manter a equipe em dia com toda esta enxurrada de dados nas pistas de testes pelo mundo. "Temos cerca de 40 PCs aqui no circuito, além da memória, por exemplo, de um disco rígido que pode armazenar 800GB de dados. Isso tudo é construído em pequenas cabines sob rodas. Nós simplesmente as empurramos para dentro dos caminhões e nossos caminhoneiros as levam para os circuitos".
Não só as demandas da Fórmula 1 moderna exigem acesso instantâneo aos dados para os engenheiros na pista, mas as informações também precisam chegar à fábrica da Toyota em Colônia, Alemanha. Por razões práticas, apenas um número limitado de engenheiros pode estar presente na pista, mas em Colônia, uma equipe de especialistas tem uma conexão virtual com o carro via satélite. Um encontro virtual acontece duas vezes ao dia via vídeo conferência, mas é a conexão do satélite que realmente conta. Esta ligação entre pista e fábrica, que é monitorada pela BMC Software, outra parceira da Toyota, é crucial, dando à equipe de teste ou corrida acesso aos recursos da tecnologia de informação, que as ajudam a transformar os dados em voltas rápidas.
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Waldemar Klemm, diretor de sistemas de tecnologia de informação |
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Waldemar Klemm, diretor de sistemas de tecnologia de informação, sabe exatamente o que é preciso para abastecer a demanda de uma equipe de Fórmula 1. "Com o link do satélite, temos uma área de freqüência muito alta, para poder enviar e receber dados, grande quantidade se necessário, em uma pequena quantidade de tempo, para garantir que a comunicação não seja quebrada".
É crucial ter esta conexão de dados com a fábrica porque, na pista, as equipes têm apenas uma quantidade limitada de cálculos. O que elas têm é uma breve análise relativa dos dados, que é enviada para a fábrica. "Aqui em Colônia, nós temos uma grande potência de cálculos para fazer a análise e chegar fundo e tirar uma melhor conclusão, fazer modificações e enviar todos esses dados de volta à pista para melhorar o carro", contina Klemm.
E melhorar o carro é o que realmente importa. O sucesso na Fórmula 1 não é apenas uma questão de homem e máquina - pode ser invisível para as arquibancadas ou telas de televisão, mas a tecnologia de informação tem sua parte essencial no esforço das equipes para que elas possam chegar ao topo.
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