Confira a preparação para um pit stop na Fórmula 1 Reações em poucos segundos, movimentos precisos e ligeira velocidade são requerimentos cruciais para os mecânicos que realizam os pit stops em uma equipe de Fórmula 1.
|
Toyota |
 |
|
|
|
|
Uma, duas ou até três vezes em uma corrida, a equipe de pit stops de cada carro deve entrar em ação para trocar os pneus Bridgestone, abastecer o carro e fazer qualquer reparo de emergência ou mudanças necessárias. Na pista, são os pilotos que dão o máximo para tirar cada segundo do carro, mas nos boxes são os mecânicos que têm que ficar alerta quando chega o momento, já que qualquer tempo desperdiçado nos pits pode arruinar as chances dos pilotos na corrida. Os pit stops são mais importante do que simplesmente um exercício de abastecimento. Eles são também uma oportunidade de ganhar posições. Os engenheiros das equipes dedicam muita energia para trabalhar na estratégia mais rápida para seus pilotos, então quando o carro entra no pit lane, é hora de ganhar ou perder tempo. Um pit stop normal dura menos do que 10 segundos, com membros da equipe em cada roda – um para remover e recolocar a porca e outro para fazer o mesmo com o pneu. O reabastecimento é um trabalho feito por dois homens, enquanto há também um para levantar o carro e outro para segurar o pirulito e liberar o piloto quando o carro estiver pronto para voltar à pista. No total, 25 homens desempenham um papel na rotina de um pit stop,. Longe do pit stop, a equipe trabalha nos carros e na garagem, mas, durante a corrida, todos os membros das equipes ficam de prontidão, preparados para reagirem instantaneamente caso seja preciso. Na verdade, apesar de todas as equipes terem membros para cada carro, na realidade eles trabalham juntos e um forte espírito de equipe significa que se alguém precisar de ajuda, há sempre outro pronto para ajudar.
|
Toyota |
 |
|
Gerard Lecoq, mecânico chefe da Toyota |
|
|
Os mecânicos passam horas treinando para aperfeiçoar seu desempenho em um pit stop e a técnica para ganhar frações vitais de segundo. "A prática é muito importante para todas as pessoas na equipe de pit, porque um pit stop precisa ser automático", conta Gerard Lecoq, mecânico chefe da Toyota. "Quando o carro está entrando, você não deve pensar 'devo fazer isso ou aquilo'. Tem que ser automático. Nós também trabalhamos isso na fábrica. Você tem que esquecer tudo, confiar em si mesmo e fazer seu trabalho. Você realmente sente isso".Na Toyota, a última ação em um pit stop bem executado cabe a Jens Luy, mecânico que segura o pirulito e tem grande responsabilidade de dizer aos pilotos quando é hora deles voltarem à corrida. Luy não pode deixar o piloto sair antes dos pneus terem sido devidamente trocados e o carro abastecido, ou a corrida pode ser arruinada – qualquer pequeno detalhe pode resultar na perda de posições na pista. "Quando os pneus estão todos firmes e o carro desce, eles me avisam com suas luvas que terminaram. Eu, então, checo os pontos críticos, garantindo em poucos décimos de segundo que tudo está certo. Então, me concentro exclusivamente no anel de combustível, que é operado pelo Markus Bürger operates. Assim que ele é desconectado, o piloto recebe o sinal verde", explica Luy.
|
Toyota |
 |
|
|
|
|
Apesar de todas as precauções de segurança possíveis, o perigo está sempre presente em um pit stop, como Markus Bürger sabe muito bem. Com uma mangueira de 70 quilos em suas costas bombeando combustível altamente inflamável do tanque até o carro, ele está em uma posição vulnerável, como comprovou uma vez. "Ainda estávamos fazendo o abastecimento, mas o carro saiu. A mangueira soltou, o combustível escorreu, foi para o exaustor e, claro, tudo começou a pegar fogo. Com certeza ficou muito quente!".Todos na equipe trabalham em alerta máximo para garantir que o pit stop irá acontecer da forma mais tranqüila e segura – e rápida – possível. Mas como o tempo na Fórmula 1 é sempre apertado, nem sempre as coisas saem conforme o planejado, e é quando todo o treinamento é recompensado. O trabalho de Christian Koob, mecânico número 1, é garantir que o pneu esteja preso no carro antes do piloto deixar os pits e, algumas vezes, isso não acontece. "Eu estava pronto para tirar a porca quando percebi algo preso. Eu puxei novamente e vi que havia um anel de segurança solto. Então tentei empurrar o anel de volta, mas neste momento Ralf (Schumacher) soltou a embreagem e a roda começou a virar. Tentamos tirar novamente e aí conseguimos e ele voltou para a pista. Mas isso poderia facilmente ter terminado de maneira ruim".
|
Toyota |
 |
|
|
|
|
São pequenos detalhes que ajudam uma equipe na Fórmula 1 a melhorar e conseguir o sucesso. Na Toyota, a competição e a busca pela perfeição começa lá dentro. "Em cada treino de pit stop que fazemos, temos os tempos de cada pessoa e cada trabalho. Colocamos uma folha na parece, então é como uma competição. O pessoal do pneu um vê que eles estão mais lentos do que outro e, na próxima vez, vão se esforçar para ir mais rápido. Eles conversam e perguntam: 'como você está indo mais rápido do que eu?'. Então, eles trocam experiência e é assim que melhoramos. Você pode ver o progresso durante a temporada", diz Lecoq.
|