A corrida para a pista – Logística na Fórmula 1 Na Fórmula 1, tudo é uma questão de automobilismo, mas antes dos pilotos completarem várias voltas todo domingo, um diferente tipo de corrida é fundamental para os funcionários de cada equipe. Para os departamentos de logísticas, há uma corrida constante contra o tempo para levar carros e centenas de partes e peças de equipamentos para a pista. E o desafio não acaba aí. Uma vez no lugar da competição, cerca de 90 membros das equipes precisam de alimentação, transporte, hotéis e condições favoráveis de trabalho. Esta não é uma tarefa simples e, na sede da Toyota em Colônia, Alemanha, Richard Cregan, diretor da equipe, e seu pessoal garantem que tudo aconteça de maneira tranqüila.
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Toyota |
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Richard Cregan, diretor geral da Toyota |
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Para os milhões de telespectadores ao redor do mundo, um GP começa quando as luzes vermelhas se apagam no domingo, mas para o departamento de logística, cada corrida começa bem antes disso: antes da temporada começar, para ser exato. Assim que o calendário da próxima temporada de Fórmula 1 é confirmado, Cregan e sua equipe começam a trabalhar na reserva de vôos, hotéis e, principalmente, planejando como os carros irão até cada pista pelos 5 continentes, nem sempre com um intervalo grande entre as corridas. A corrida contra o tempo é uma característica do automobilismo de ponta e, para Cregan, a experiência conta na hora de realizar este tipo de plano. "Acredito que a base que as pessoas têm que ter para conseguir boa logística é a experiência no negócio do automobilismo, não necessariamente na Fórmula 1. Você tem que estabelecer metas muito claras para si. Temos nossos planos para o ano porque fazemos planos no início de cada temporada. Assim que o calendário é finalizado pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo), nos sentamos com diferentes departamentos, olhamos as datas de saída dos caminhões, quando queremos os equipamentos lá e, basicamente, seguimos em frente e realizamos isso".
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Toyota |
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Caminhões da equipe Toyota |
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Para corridas fora da Europa, os carros, peças reservas e equipamentos são enviados via ar, mas nas corridas européias, que são 9 do calendário de 17 provas em 2007, tudo é levado em quatro caminhões, que saem de Colônia transportando tudo o que a equipe possa precisar na pista, visando garantir que nada seja esquecido. Dois dias são gastos entre deixar tudo em ordem e abastecer os caminhões. Depois de tudo empacotado e pronto para partir, os caminhões deixam a cidade alemã, rodando mais de 30 mil quilômetros por temporada. Markus Bürger é o líder da equipe no comando dos equipamentos de pit e caminhões. "Levamos cerca de 38, 39 toneladas de equipamentos para cada GP, um pouco mais para as corridas européias, porque nelas, claro, você tem todos os equipamentos transportados em caminhões".Mas o trabalho duro está apenas começando quando os caminhões vão de uma pista para outra. Uma vez no circuito, o trabalho sob alta pressão de descarregar os caminhões e construir as garagens começa. O interior das garagens perfeitamente montados, com computadores para telemetria, caixas de ferramentas e todo o equipamento necessário para uma corrida de Fórmula 1 acontecer, leva cerca de 8 horas para ser construído, e o tamanho varia de 120 a 180 metros quadrados.
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Toyota |
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Jarno Trulli deixa os boxes |
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Este é um trabalho crucial, já que qualquer problema na infra-estrutura dos pits pode levar a sérias conseqüências quando a ação começa na pista. Como parte disso, todas as peças reservas estão sempre prontas para serem usadas a qualquer momento. Não é apenas um pneu reserva e algumas lâmpadas substitutas, como encontrados na garagem de um motorista comum. Em uma garagem de Fórmula 1, há literalmente um carro esperando para ser construído. "Você normalmente tem partes suficientes no caminhão para construir outro carro. Então, efetivamente, você tem quatro carros completos: um em peças reservas e três construídos. Isso é mais difícil no início da temporada, porque você tem um novo carro e novas especificações, mas esta é a tarefa que temos", explica Cregan.
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Toyota |
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Garagem da Toyota no GP da França |
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Obviamente, algumas peças são substituídas com mais freqüência que outras. Mas cada parte tem seu próprio número em série, para que as substituições possam ser apressadas da fábrica para a pista sem tempo a perder. Para Cregan, o desafio da logística na Fórmula 1 não é fazer o carro desempenhar no seu máximo, mas garantir que a equipe Toyota atrás do carro recebeu tudo o que precisa para trabalhar ao máximo sua confiabilidade. "Não podemos influenciar muito o desempenho do carro do departamento de logística em si, mas com certeza, em termos de criar o clima para as pessoas fazerem seu trabalho e desempenho, isso é algo que podemos fazer. Frequentemente, você tem longos dias, pessoas trabalhando até tarde da noite. É muito importante garantir que estas pessoas tenham o ambiente certo para trabalhar, e este é nosso desafio".
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